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Amigos dizem que PMs negaram socorro a adolescente morto em Itaboraí, RJ; polícia nega

Amigos de Kauã Mendonça Ferreira, de 13 anos, disseram que policiais militares negaram socorro ao adolescente baleado em Itaboraí . Ele foi morto com um tiro de fuzil na perna durante um confronto policial na tarde de quarta-feira (3).

Houve um protesto silencioso em frente à Escola Municipal Professora Marly Cid Almeida de Abreu, onde Kauã estudava. A direção suspendeu as aulas nesta quinta-feira (4).

Segundo os relatos, o menino saiu da escola, com a mochila nas costas, e foi soltar pipa, quando policiais chegaram atirando. Outros jovens saíram correndo e Kauã foi atingido.

De acordo com os amigos, o menino ficou agonizando após ser baleado e os agentes se recusaram a ajudar.

“A gente falou para eles: ‘Vocês não têm como botar ele na viatura e levar, não?’ Eles não quiseram. Falaram: ‘Nós não podemos, porque, se morrer dentro da viatura, vai ser culpa nossa’. Mas tinha como trazer o garoto para o hospital”, relembra o amigo André Badeco.

Em nota, a Polícia Militar negou que agentes tenham impedido o socorro de Kauã. A PM confirmou que policiais do 35º BPM (Itaboraí) foram verificar uma denúncia de tráfico de drogas no bairro Sossego, onde foram hostilizados por criminosos e houve disparos.

Ainda de acordo com a PM, os agentes viram os dois feridos após o confronto e afirmaram que o adolescente morreu no local, enquanto o tio foi levado por eles para um hospital em Itaboraí.

Amigos fazem protesto em frente à escola onde estudava o adolescente morto em Itaboraí

Amigos fazem protesto em frente à escola onde estudava o adolescente morto em Itaboraí

Lucas da Conceição de Souza, de 25 anos, tio do adolescente, tentou ajudar o sobrinho e também foi baleado. Ele está em estado grave no Hospital Alberto Torres, em São Gonçalo.

Segundo a Polícia Civil, nem o menino nem o tio tinham anotações criminais.

As armas usadas pelos policiais foram apreendidas. A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSG) periciou o local e tenta descobrir de onde partiu o tiro que matou Kauã.

Kauã estava no nono ano do ensino fundamental, na escola onde estudava desde os 6 anos. Ele morava no bairro Jardim Imperial com a bisavó, de 92 anos, que não se conforma com a morte do bisneto.

"Era uma criança que tinha tudo pela frente, pensa, como é que fica? Como é que vai ficar? Vocês querem falar que eles querem defender a gente, proteger, desse jeito, atirando?", diz a amiga Talia dos Santos.


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