Carregando...

Ministério Público investiga influência do deputado Rodrigo Amorim na Fundação Ceperj

Ministério Público investiga influência do deputado Rodrigo Amorim na Fundação Ceperj

Ministério Público investiga influência do deputado Rodrigo Amorim na Fundação Ceperj

Além de investigar irregularidades na Fundação Ceperj - como o emprego de funcionários que não atuam na fundação ou atuam em duplicidade de órgãos, e o pagamento dos mesmos em espécie ou no caixa eletrônico -, o Ministério Público abriu uma outra investigação para apurar a influência do deputado Rodrigo Amorim na instituição.

Além de ter assessores sacando dinheiro na fundação, Amorim é casado com uma diretora responsável pelas contratações do Ceperj. Ele também indicou o último presidente da instituição, Gabriel Lopes, exonerado na quinta-feira (4), depois da série de escândalos que tomaram conta do local.

O RJ2 revelou que, pelo menos 72 saques na boca do caixa, o que é ilegal, liberados pelo Ceperj foram para 20 funcionários ou ex-funcionários da Assembleia Legislativa do Rio.

Dois desses servidores estão lotados justamente no gabinete de Rodrigo Amorim. Um deles é Fernando Mesquita Fernandes.

Como servidor da Alerj, Fernando recebe um salário bruto de R$ 9 mil por mês, mas em maio, Fernando recebeu uma grana extra: R$ 6,1 mil.

Dinheiro retirado na boca do caixa em 13 de maio em uma agência no bairro do Flamengo, na Zona Sul do Rio.

À Justiça, o Ministério Público pediu que o governo e o Ceperj se abstenham de contratar mão de obra temporária e/ou por prazo determinado sem observância das limitações constitucionais e legais à ocupação de cargos públicos e notadamente da vedação ao nepotismo à acumulação de cargos e à nomeação em período pré-eleitoral.

A contratação de Fernando Mesquita Fernandes pode configurar duas irregularidades: primeiro porque acumular cargos públicos é ilegal, segundo porque a contratação dele pode configurar nepotismo.

É que a diretora de concursos e processos seletivos do Ceperj é Vivian Vicentini Kuss, companheira de Fernando Mesquita Fernandes.

Uma foto mostra o casal posando junto com Rodrigo Amorim e sua esposa. A influência de Rodrigo Amorim no Ceperj é vista também em outros cargos de chefia.

O vice-presidente Marcello Coimbra Costa é irmão do chefe de gabinete de Amorim, Raphael Coimbra Baptista de Leão.

Leia também

  • Funcionários do Ceperj sacaram mais de R$ 220 milhões em espécie, diz MP
  • Justiça determina que RJ pare de pagar 'cargos secretos' na boca do caixa

O RJ2 mostrou esta relação em julho do ano passado, quando revelou que funcionários nomeados pelo Ceperj trabalhavam diretamente como assessores do deputado Rodrigo Amorim e de Rogério Amorim, seu irmão, e vereador do Rio.

Um desses funcionários era Izaque Pessoa dos Santos. Na época, Izaque foi exonerado, mas desde janeiro ele é um dos contratados pelo Ceperj que recebem dinheiro na boca do caixa.

Ao todo, Izaque já recebeu mais de R$ 16 mil da fundação desta forma, que está sendo investigada pelo Ministério Público.

Nas redes sociais, nenhuma referência aos projetos do Ceperj, mas a articulação do mandato de Rodrigo Amorim continua.

O Ministério Público abriu uma investigação sobre a chamada “Família Amorim”, como esses funcionários se intitulavam. O inquérito aguarda analise do conselho superior do MP.

O deputado Rodrigo Amorim disse que não tem relação com o vice-presidente do Ceperj, Marcello Coimbra, e que seu assessor não tem cargo secreto na fundação, tendo apenas feito um trabalho pontual como professor e que tem qualificação para isso.

Sobre a denúncia envolvendo o deputado Rodrigo Amorim, ele informou que a diretora de contratações do Ceperj é qualificada para o cargo e não precisou de indicação política.

Entenda o escândalo

Agora, além de empregar uma série de funcionários que não atuam na fundação ou atuam em duplicidade de órgãos, o que é ilegal, o RJ2 mostrou também que muitos recebiam seus pagamento em espécie, em caixas eletrônicos, o que, segudo o MP, é proibido e indício de fraude.

O Ministério afirma ainda que "tantos saques em dinheiro constituem a nítida afronta às normas de prevenção à lavagem de dinheiro”.


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*