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Homem é indiciado por estupro e feminicídio de adolescente indígena em Redentora

Daiane Sales, de 14 anos, foi morta em Redentora — Foto: Reprodução

Daiane Sales, de 14 anos, foi morta em Redentora — Foto: Reprodução

A Polícia Civil indiciou por estupro de vulnerável e feminicídio um homem suspeito do assassinato de Daiane Sales, de 14 anos, em Redentora, no Norte do Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (15) na sede da 22ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (22ª DPRI), em Três Passos. Ele está preso preventivamente no Presídio Estadual de Três Passos. A identidade dele não foi divulgada pela polícia porque o caso tramita em segredo de Justiça.

De acordo com o delegado Vilmar Schaefer, responsável pelo caso, lesões no corpo de Daiane sugerem que ela tenha sido asfixiada por estrangulamento após ter sido abusada sexualmente. Para ele, as motivações para o crime ficaram claras ao longo de 40 dias de investigação. O suspeito é morador da região.

“Houve menosprezo e discriminação contra a vítima por ser indígena, baixa idade e estar em situação de vulnerabilidade”.

Quando questionado, o suspeito apresentou à polícia versões contraditórias do que teria acontecido. Ele chegou a ser preso temporariamente no dia 15 de agosto. O envolvimento de uma segunda pessoa no crime é investigado pela polícia.

O crime

Daiane saiu de casa em um sábado, dia 31 de julho, por volta das 16h, para encontrar amigos com quem iria para uma festa na Vila São João. Depois do evento, ela não voltou para casa.

A Polícia Civil descobriu que Daiane recebeu uma carona do suspeito de ter cometido o crime entre 2h e 3h do dia 1º de agosto, após a festa. Quatro dias depois, a jovem caingangue foi encontrada morta por um agricultor em uma região de mata à beira de uma lavoura nas proximidades da Terra Indígena Guarita.

O que levou à autoria do crime

IGP encontrou provas no local do crime que sugerem autoria do crime — Foto: Instituto Geral de Perícias/Divulgação

IGP encontrou provas no local do crime que sugerem autoria do crime — Foto: Instituto Geral de Perícias/Divulgação

Na localidade onde Daiane foi encontrada morta, conhecida como Linha Ferraz e que fica distante cerca 12 km do local da festa, o Instituto Geral de Perícia (IGP) encontrou vestígios do veículo do suspeito.

Por se tratar de um local de difícil acesso, o delegado Schaefer acredita que “só foi ali quem conhecia aquele local”.

O Posto Médico-Legal (IML) de Três Passos identificou o DNA do suspeito no corpo e nas roupas dela. Além disso, próximo do corpo, havia um moletom. A Polícia Civil ouviu 88 pessoas durante a investigação e testemunhas contaram à polícia, em depoimento, que viram o suspeito com a vítima durante a festa e que ele emprestou o agasalho para ela.

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