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Estudantes de medicina viram réus em processo por fraude no sistema de vacinação contra a Covid no RS

Frascos das vacinas Pfizer, CoronaVac, AstraZeneca e Janssen, aplicadas em Porto Alegre — Foto: Cristine Rochol/PMPA/Divulgação

Frascos das vacinas Pfizer, CoronaVac, AstraZeneca e Janssen, aplicadas em Porto Alegre — Foto: Cristine Rochol/PMPA/Divulgação

Quatro estudantes de medicina de Porto Alegre se tornaram réus em um processo em que são acusados de fraudar o sistema de vacinação contra a Covid-19. O Ministério Público (MP) denunciou o grupo no dia 1º de setembro. A Justiça aceitou a denúncia na semana passada de acordo com o MP. As identidades deles não foram divulgadas. Eles são estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

Os quatro vão responder por falsidade ideológica e infração de medida preventiva. Se condenados, poderão ser punidos com multa ou pena privativa de liberdade.

Conforme o MP, os jovens, que têm entre 22 e 25 anos, teriam se valido de serem estudantes de medicina e estarem em estágio de campo para se vacinar com o imunizante AstraZeneca, já que estavam incluídos nos grupos prioritários. Porém, eles já tinham recebido a primeira dose da vacina CoronaVac.

"[Eles] obtiveram falsa declaração de que estavam recebendo a primeira dose da vacina quando, na verdade, já tinham recebido uma primeira dose, mas de outro tipo. Ao mesmo tempo, omitiram em suas carteiras de vacinação de que deveriam estar recebendo a segunda dose", conta a promotora Maria Alice Buttini.

As investigações dão conta de que o grupo fez isso porque acreditava que a AstraZeneca teria maior eficácia do que a CoronaVac, o que não tem comprovação científica.

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O golpe só foi descoberto porque, quando um profissional da área da saúde foi registrar a vacinação junto ao sistema de controle vacinal da Secretaria Municipal de Porto Alegre, constava a informação de que os quatro já tinham recebido a primeira dose em outro momento, situação que foi denunciada ao MP.

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