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Casal é investigado por aliciar pessoas em situação de rua e colocá-las em trabalho análogo à escravidão em Porto Velho

Operação Fini Messis foi deflagrada na zona rural de Porto Velho — Foto: PF/Reprodução

Operação Fini Messis foi deflagrada na zona rural de Porto Velho — Foto: PF/Reprodução

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (5) uma operação para investigar um casal de Porto Velho por tráfico de pessoas e trabalho análogo à escravidão. Os mandados da operação 'Fini Messis' foram cumpridos em uma propriedade da zona rural da capital de Rondônia.

Segundo a polícia, a investigação do caso começou após uma denúncia apontar que o casal estaria aliciando pessoas em situação de vulnerabilidade social, principalmente as que estão em situação de rua.

Ao abordar a pessoa em vulnerabilidade, o casal prometia trabalho e salário para que ela ajudasse na extração de castanha em uma suposta propriedade na Bolívia.

Quando chegavam na propriedade para o trabalho ofertado, as vítimas eram "submetidas a situação extremamente degradante e desumana, com uso de violência física e psicológica e retenção de documentos".

Operação Finis Messis em Porto Velho - 5 de novembro de 2021 — Foto: PF/Divulgação

Operação Finis Messis em Porto Velho - 5 de novembro de 2021 — Foto: PF/Divulgação

Além disso, as pessoas eram proibidas de deixar o local de trabalho e precisavam pagar altos valores pelo consumo de produtos disponibilizados pelo casal.

A investigação da PF descobriu também que os donos da propriedade forneciam álcool e substância entorpecentes diariamente aos trabalhadores, com objetivo de deixar as vítimas endividadas.

A 7ª Vara Federal de Porto Velho autorizou que a polícia cumprisse mandados de busca e apreensão na propriedade rural do casal investigado.

Segundo a PF, no interior das residências foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que devem auxiliar os agentes nas investigações dos crimes apurados.

Os nomes dos investigados não foram divulgados.

Finis Messis

O nome da operação, em latim, significa "fim da colheita" e faz referência sobre a atividade desempenhada pelas vítimas, consistente na extração de castanhas e outros produtos, bem como na atuação da PF no intuito de impedir/dificultar a continuidade da atividade criminosa que vinha sendo realizada.


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