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Preso por estupro de criança, homem já tem condenação e estava em prisão domiciliar em Santarém

Marcelo Galúcio Pereira, 39 anos, preso por suspeita de estupro de vulnerável — Foto: Reprodução/Redes sociais

Marcelo Galúcio Pereira, 39 anos, preso por suspeita de estupro de vulnerável — Foto: Reprodução/Redes sociais

Trabalho de investigação da equipe do delegado Gilberto Aguiar, da Delegacia Especializada de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) em Santarém, oeste do Pará, colocou na cadeia novamente pelo crime de estupro de vulnerável, um homem de 39 anos que já tem condenações por esse tipo de crime e tinha sido beneficiado por prisão domiciliar.

Marcelo Galúcio Pereira, 39 anos, estava na casa dele, na travessa Ipojucan, bairro Santarenzinho, quando recebeu voz de prisão na quarta-feira (3).

A Polícia Civil já estava investigando Marcelo por estupro dois meninos, ambos de 6 anos, sendo um morador do bairro Alvorada e outro, do Santarenzinho. Quando a equipe conversava com moradores das redondezas da casa de Marcelo, foi informada que uma moradora tinha vista o suspeito com uma criança de 4 anos, também do sexo masculino, entrando na casa dele. A testemunha confirmou a história e informou à polícia o endereço da família da criança.

De acordo com o delegado Gilberto Aguiar, durante conversa com a família do menino, os pais se mostraram surpresos, e informaram que a criança não havia relatado nada. Mas a criança passou por escuta especializada na Deaca e confirmou o estupro. Foi então que a polícia prendeu Marcelo, mas ele nega todas as acusações.

"Para atrair as crianças, ele oferecia linha de pipa. Todas do sexo masculino. Os dois primeiros ele levou local ermo. Em um dos casos, um homem chegou a ver, entrou em luta corporal com ele, mas foi atingido na cabeça com um pedra e não conseguiu persegui-lo. No caso mais recente, moradores começaram a dar informação e uma senhora relatou que tinha visto ontem (quarta) mesmo ele levando a criança pra casa dele. Nós encontramos a família do garotinho, e eles não estavam nem sabendo da história", relatou o delegado Gilberto Aguiar.

O flagrante do caso que teve como vítima uma criança de 4 anos foi lavrado e o inquérito deve ser concluído em 10 dias, para que a Justiça decida se Marcelo Galúcio será mantido preso ou não.

"Nós vamos fazer de tudo para concluir os outros dois inquéritos dentro de 10 dias também. Por enquanto são esses três, mas pode ser que, com a divulgação apareça mais gente para denunciar", destacou delegado Gilberto Aguiar.

Prisão domiciliar

De acordo com levantamento da Polícia Civil, em 2019, Marcelo Galúcio que estava preso no Centro de Recuperação Agrícola Silvio hall de Moura, cumprindo pena por estupro, teve a prisão convertida em domiciliar após sua defesa fazer solicitação à Justiça sob alegação de que ele estava com problemas de saúde.

Marcelo, no entanto, teria que cumprir medidas cautelares e não poderia ficar circulando pelas ruas como vinha fazendo ultimamente, inclusive atuando no serviço de mototáxi de forma clandestina, sempre trocando de oto para despistar a polícia.

"Esse cidadão é egresso do sistema prisional, ele já tinha várias passagens por estupro, era condenado, estava segundo informações de familiares com prisão domiciliar e não poderia nem estar fazendo essa função saindo pra trabalhar como mototaxista. Ele costumava alugar motos, trocava sempre de motocicleta exatamente pra tentar dificultar o trabalho de investigação. Ele nega a autoria dos crimes, é um cidadão extremamente frio e que tem um histórico de crimes de estupro nos seus antecedentes", disse o delegado Gilberto Aguiar.

Crianças desprotegidas

Delegado Gilberto Aguiar — Foto: Sílvia Vieira

Delegado Gilberto Aguiar — Foto: Sílvia Vieira

Ao g1, o delegado Gilberto Aguiar disse que ele e sua equipe ficaram surpresos com a facilidade como as crianças vítimas de estupro foram abordadas e levadas por Marcelo Galúcio.

"Chamou muito atenção da gente nessa investigação a forma como essas crianças estavam em via pública. Normalmente sozinhas, sem um acompanhamento, né? Então a gente faz até um alerta aos pais e responsáveis, que evitem deixar suas crianças sozinhas via pública, que evitem mandar essas crianças comprar determinadas coisas em comércios, ou em residências desacompanhadas. É um risco muito grande, a prova está aí!", alertou o delegado.

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