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Família de vereador assassinado em Matão entra na Justiça por demora no translado do corpo

Vereador Messias Porteira (PSD), de Jaícós (PI) morreu após ser esfaqueado em Matão (SP) — Foto: Reprodução Facebook

Vereador Messias Porteira (PSD), de Jaícós (PI) morreu após ser esfaqueado em Matão (SP) — Foto: Reprodução Facebook

A família do vereador Messias Porteira (PSD), assassinado a facadas em Matão (SP), no último domingo (31), conseguiu na Justiça uma medida de urgência para o translado do corpo do político para Jaicós (PI), onde morava e deve ser enterrado.

De acordo com a família, o serviço de transporte estava sob a responsabilidade da Nova Funerária de Matão. A empresa havia informado que o corpo do político deveria ser embarcado para Teresina (PI) na terça-feira (2), mas que, por conta de problemas com a companhia aérea, ainda segue no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP).

“Está sendo muito difícil para nós, está todo aqui desesperado”, disse a autônoma Zelândia de Lima, cunhada do vereador. Ela mora em Matão e contou que pagou R$ 8 mil nos serviços de translado.

O g1 entrou em contato com a Nova Funerária que disse que levou o corpo até Guarulhos e que agora os restos mortais estão sob a responsabilidade da companhia aérea Gol. A reportagem também contatou a assessoria da Gol, mas não obteve resposta até a publicação da reportagem.

O irmão do vereador, Aristeudes de Jesus Martins, entrou com um pedido de tutela de urgência do translado do corpo e indenização por danos materiais e morais na Comarca de Jaicós, que determinou que a cada dia de atraso a funerária pague multa de R$ 1 mil à família de Messias Porteira, limitado a R$ 10 mil. A decisão saiu na quarta-feira.

De acordo com parentes do vereador, cerca de 300 pessoas devem comparecer ao velório e sepultamento no município piauiense. Também havia o planejamento de o corpo ser levado a uma cerimônia de homenagem na Câmara Municipal, onde o parlamentar cumpria seu primeiro mandato, que estava prevista para ocorrer na quarta-feira (3).

Vereador Messias Porteira (PSD), de Jaícós (PI) morre após ser esfaqueado em Matão (SP) — Foto: Reprodução/Facebook

Vereador Messias Porteira (PSD), de Jaícós (PI) morre após ser esfaqueado em Matão (SP) — Foto: Reprodução/Facebook

Demora no translado

“Enquanto esse corpo não chegar aqui ninguém vai sossegar. Tivemos a perda e agora essas coisas que acontecendo, não é justo”, contou Zelândia, que também viajou de avião para Jaicós na terça-feira com o marido para o velório do cunhado.

Segundo a autônoma, os voos iriam sair em horários próximos na noite de terça-feira, mas um pouco antes dela e o marido embarcarem, ela entrou em contato com a funerária que afirmou que o corpo não deveria ser transportado.

“Me falaram que tinha dado uma coisa errada, não ia mais dar certo do corpo vir. Disseram que a moça que fazia o procedimento no aeroporto só trabalhava até 17h. Quando eles entraram em contato, falaram que ia aumentar o valor que ia precisar outra urna para embalsamar o corpo novamente”, contou a cunhada.

De acordo com Zelândia, a funerária deu uma nova previsão para família de que o corpo embarcaria na quarta-feira. “Ligamos a última vez na quarta-feira e eles falaram que não conseguiriam enviar no voo de quarta, que ia embarcar às 23h35 da quinta", disse.

Os constantes adiamentos levaram a família a entrar na Justiça contra a funerária.

“Ficamos todos loucos que o corpo não chegava, desesperados de dar errado e eles não enviarem. Ninguém confia mais na gente, falamos um horário que vai chegar e as pessoas acham que a culpa é nossa, que somos nós que estamos fazendo isso”, afirmou a cunhada.

Companhia aérea Gol faria o translado no Aeroporto Internacional de São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos — Foto: Celso Tavares/G1

Companhia aérea Gol faria o translado no Aeroporto Internacional de São Paulo - Cumbica (GRU), em Guarulhos — Foto: Celso Tavares/G1

Crime

O vereador João Messias da Silva (PSD), de Jaicós, no interior do Piauí, morreu em Matão, após ser esfaqueado em uma briga, no domingo (31), no bairro Jardim Popular.

De acordo com informações da Polícia Civil, Messias Porteira, como é conhecido, se desentendeu com outro homem na rua e foi esfaqueado no pescoço. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital.

O suspeito do crime confessou às autoridades que o homicídio teria sido motivado por uma dívida de jogo. As investigações prosseguem, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP).

João Messias da Costa tinha 34 anos e era natural de Jaicós (PI). De acordo com a declaração de bens prestada na eleição de 2020, que o elegeu vereador, ele era proprietário de um prédio residencial no Jardim do Bosque, em Matão.

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