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Jorge Seba fala sobre projetos para os próximos anos de mandato

Prefeito de Votuporanga (SP), Jorge Seba (PSDB) — Foto: Reprodução/TV TEM

Prefeito de Votuporanga (SP), Jorge Seba (PSDB) — Foto: Reprodução/TV TEM

O prefeito de Votuporanga (SP), Jorge Seba (PSDB), foi entrevistado na tarde desta quarta-feira (6), pelo TEM Notícias.

Eleito com 50,88% dos votos válidos, Jorge abordou, entre outros assuntos, o desafio de lidar com os impactos sociais e financeiros provocados pela pandemia. Confira abaixo a transcrição completa da entrevista.

  • Sobre a Covid-19, como o governo do senhor pretende lidar com todos os desafios econômicos e também de saúde nesse primeiro mandato?

"Estamos nestes primeiros dias do mandato tomando providências bastante contundentes em relação a isso. Temos um comitê de enfrentamento da Covid que vamos dinamizá-lo e fazer com que ele seja mais amplo. Atualmente com profissionais da saúde, especialistas da área médica, vamos ampliar isso de uma forma maior, que de uma forma geral a sociedade civil possa se manifestar. Estamos convocando a associação comercial, industrial, os sindicatos de bares e restaurantes, eventos e hotéis que estão se sentindo muito prejudicados e têm muitas demandas que a gente também tem que buscar, fazer com que atendam de modo em que a saúde esteja preservada. Além disso, temos também outras situações em que nós temos que contar sempre com a gestão estadual. No município de Votuporanga, temos na Santa Casa leitos disponíveis para atendimento de Covid. Mas, antes disso, temos aquelas unidades que fazem parte de unidades de atendimento de aferição de sintomas gripais. São duas unidades, uma ao lado do UPA, que é 24 horas, sempre aberta, e outra ao lado do mini hospital do bairro Pozzobom, que fica aberta até 19h. O que nós temos a dizer: pela gestão estadual a situação de Votuporanga, por enquanto, está controlada e temos que dizer que a secretaria de saúde do município e o DRS de São José do Rio Preto estão muito atentos a essas tomadas de decisões e notícias que vão acontecer, pelas notícias de amanhã, estaremos inclusive preparados para este enfrentamento."

  • De olho na Santa Casa, a gente sabe que a cidade depende dos leitos do hospital para atendimento. Há previsão de abertura para novos leitos?

"Sim, temos essa conversa aberta. Quero lembrar que no ano passado já houve um aumento significativo no número de leitos que foi solicitado e agora o governo do estado disponibilizou. Estamos preparados inclusive pra pedir aumento de leitos, se necessário, lógico."

  • O senhor prometeu ampliar o horário de atendimento nas unidades de saúde até as 19h. Quando começa a funcionar esse novo horário? Para isso será necessário a contratação de mais profissionais?

"Temos as primeiras determinações para que as unidades de saúde dos bairros alguns atendem até 19h. Os que atendem duas vezes na semana, por exemplo, é para atender todos os dias da semana. Vamos fazer com que, de forma gradual e constante, todas as unidades possam ser atendidas durante o mandato. Mas a contratação de profissionais, por enquanto, não está sendo necessária, porque vamos fazer um sistema de rodízio, atendimento, até porque tivemos redução significativa no quadro da prefeitura."

  • Recentemente, a Justiça pediu a extinção de cargos em comissão da prefeitura de Votuporanga. Esses cargos que foram extintos estão fazendo falta, principalmente para a saúde ou outros setores? O senhor pretende abrir concursos para suprir essas vagas?

"Não podemos abrir agora o concurso por causa da lei da pandemia. Os cargos foram extintos através de uma Adim, é uma decisão judicial, e não se discute. No primeiro momento, houve um certo impacto, mas agora estamos acomodando a situação para que, como eu disse, a gente tenha muita criatividade e todos os setores que devem ser atendidos, prioritariamente a saúde, a questão da educação também, façam parte de um sistema de acomodação de cargos, e a gente vai buscar se adequar a esses novos tempos que estamos vivendo."

  • Uma das promessas durante sua campanha foi acabar com as favelas. Existem as favelas do Matarazzo e Esmeralda. Nessa situação atual, dá para colocar isso em andamento neste primeiro ano de mandato?

"Sim, determinamos agora nos primeiros 100 dias que ações passam a ser contundentes. Além do enfrentamento da Covid, outra situação emergencial, e sempre disse isso na campanha, que o município de Votuporanga tem uma dívida social com as famílias que não moram em condição digna. Estaremos atuando fortemente, temos contato com o governo federal através de uma área que pode ser passada para doação ao município, temos um 'plano B' e aí atuação também junto ao governo do estado na questão do financiamento das casas. Mas já teremos, sim, novidades a respeito nos próximos 100 dias."

Jorge Seba fala sobre as ações para o mandato em Votuporanga

Jorge Seba fala sobre as ações para o mandato em Votuporanga

  • O município entregou recentemente obras antienchente, mas a Avenida Emílio Arroyo Hernandes, na Zona Norte, ainda tem alagamentos. Há alguma solução para o problema e quando ela deve ser colocada em prática?

"Detectamos pelo menos cinco pontos mais dramáticos desses pontos de enchentes, onde há concentração de água. Este é um que você citou, e nós já temos o projeto pronto e vamos colocar nas mãos de engenheiros, que cotam isso, para que a gente possa levar e fazer reivindicação junto ao governo do estado e federal, para que a gente possa atuar fortemente ainda este ano no combate a esses cinco pontos. Esperamos que pelo menos dois ou três deles completemos a solução em dois anos."

  • Durante a campanha o senhor falou também em voltar fortalecer o Festival Literário para que ele voltasse a ser um dos principais do país. Quais os projetos para o Fliv?

"Fazemos uma dinamização, ampliar a capacidade do Fliv, já que ele se tornou parte do calendário turístico e cultural do estado de São Paulo. É muito forte. Ano passado evidentemente teve prejuízo por causa da pandemia, mas esperamos que neste ano ele possa ser realizado de forma plena. Todos nossos esforços estarão concentrados em uma abertura maior, mais shows, maiores oficinas em que possamos fazer com que o Fliv se democratize mais, e a população possa se sentir em casa. Disse sempre na nossa campanha que Votuporanga é uma cidade que deve respirar cultura e sempre vamos ter este foco."

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