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Primavera começa com queda de 10ºC na temperatura e qualidade do ar ruim em Rio Preto

Primavera começou com queda na temperatura na região de São José do Rio Preto (SP) — Foto: Heloísa Casonato/g1

Primavera começou com queda na temperatura na região de São José do Rio Preto (SP) — Foto: Heloísa Casonato/g1

A primavera começa nesta quarta-feira (22) com a queda de 10ºC na temperatura e a qualidade do ar considerada ruim em São José do Rio Preto (SP).

  • Saiba como será a primavera

De acordo com o engenheiro civil e sanitarista José Mário Ferreira de Andrade, em pouco mais de seis horas, as temperaturas passaram de 30,6ºC para 19,9ºC devido aos ventos do Sul e ao aumento da umidade relativa do ar para 75%.

Simultaneamente, a velocidade dos ventos aumentou para até 26 km/h, ressuspendendo poeiras e cinzas, intensificando focos de incêndios na região e provocando poluição do ar em Ribeirão Preto, Araraquara, Catanduva e São José do Rio Preto.

A qualidade do ar também foi considerada ruim no início da manhã desta quarta-feira, segundo José Mário.

Chegada da primavera

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A primavera começa oficialmente nesta quarta-feira (22) às 16h21 (horário de Brasília). A primeira semana da estação será marcada por chegada de frente fria no Sul e Sudeste. Para a maior parte do país, a primavera vai trazer temperaturas mais altas e o retorno das chuvas.

"A primavera é uma estação de transição, ela está entre o inverno e o verão, por isso ela tem características de ambas as estações, ou seja, normalmente temos dias mais quentes e secos e outros dias mais chuvosos e com temperaturas mais baixas nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste", explica César Soares, meteorologista da Climatempo.

O início da estação é chamado de equinócio de primavera – quando as horas do dia e da noite têm a mesma duração de 12 horas – com exceção de partes do Amazonas, Pará e quase a totalidade de Roraima e Amapá, que ficam no Hemisfério Norte. A estação termina em 21 de dezembro.

A primeira semana da primavera será marcada por queda nas temperaturas do Sul e Sudeste do país devido a aproximação de um ciclone extratropical - fenômeno meteorológico de baixa pressão atmosférica que dá origem às frentes frias - que se formou na segunda-feira (20) próximo ao continente.

Ciclone extratropical trouxe frente fria para o Sul e Sudeste no Brasil — Foto: Goes Image Viewer | Climatempo

Ciclone extratropical trouxe frente fria para o Sul e Sudeste no Brasil — Foto: Goes Image Viewer | Climatempo

Esse fenômeno é caracterizado pela presença de fortes ventos e chuvas de intensidade moderada a torrenciais.

"Eles [os ciclones extratropicais] são formados pelo choque de massas de ar diferentes. Nesse caso específico, o ciclone foi formado pelo choque de duas massas de ar, sendo uma mais fria e seca vinda do sul e outra mais úmida e quente vinda das áreas do subtrópico, como no Sudeste do Brasil", explica César Soares, meteorologista da Climatempo.

Chuvas da estação não irão resolver crise hídrica

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a previsão para o trimestre neste ano indica probabilidade de chuva acima da média histórica no Norte, Centro e Leste do Brasil, mas o total não deve ser o suficiente para encher os reservatórios.

O nível de água dos principais reservatórios do país continua baixando e rápido. A situação é mais preocupante no conjunto de hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que concentra 70% de toda a água armazenada no Brasil.

Segundo análises feitas pelo Climatempo, no mês de outubro irá chover mais do que a média histórica, enquanto em novembro as chuvas serão irregulares. Dezembro deve ser o mês mais crítico do trimestre, registrando volume de chuva abaixo da média histórica para o período.

"Isso não quer dizer que não vai chover. Isso não quer dizer que não teremos grandes temporais, mas que a quantidade de chuva esperada para o mês será menor do que a média e a temperatura será maior do que o normal", diz Patrícia Madeira, meteorologista da Climatempo.

De acordo com a especialista, antes que os reservatórios possam encher novamente, é necessário que chova um volume suficiente para umedecer o solo. Por isso, ainda que haja temporais, não significa que o problema dos reservatórios será solucionado rapidamente.

"Então, mesmo que chova mais do que a média em outubro, ainda não será o necessário para diminuir o custo da energia", explica Madeira.

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