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Policial é afastado após ser filmado dando tapa no rosto de uma mulher na Zona Sul de SP

PM é filmado dando um tapa no rosto de uma mulher na Zona Sul de SP

PM é filmado dando um tapa no rosto de uma mulher na Zona Sul de SP

Dois policiais militares foram afastados do serviço operacional após um vídeo que circula em redes sociais mostrar um deles discutindo e dando um tapa no rosto de uma mulher na Zona Sul de São Paulo.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso teria ocorrido no dia 25 de dezembro de 2020, no Jardim Lídia, durante uma abordagem policial. Um segundo policial que aparece no vídeo da abordagem também foi afastado.

Em nota, a Polícia Militar informa que “foi instaurado Inquérito Policial Militar para a apuração dos fatos” e que “a Corregedoria irá acompanhar o caso”.

“A PM reforça que não compactua com desvios de conduta de seus agentes e apura com rigor todas as denúncias”, completa a nota.

Agressão

No vídeo, a moça agredida chega a falar com os policiais que ela é mulher e não pode ser tratada com violência pelos agentes, após receber um empurrão.

“Calma, eu sou mulher. Não é assim que você faz comigo não”, afirma ela. Mesmo assim, o policial pede para a jovem colocar a mão na cabeça, enquanto o outro agente empurra a moça e tenta forçar que ela encoste no muro para averiguação.

“Eu sou mulher, filhão. Não é assim que ele faz comigo não. E a bicuda que você me deu, você é louco, é?!”, repete a moça.

O policial manda a jovem se calar e os dois se enfrentam verbalmente com palavrões. O pm admite que deu uma bicuda na moça e dá um tapa na cara dela.

De acordo com o Código Penal, em casos excepcionais, policiais homens podem fazer abordagens, também conhecidas como "enquadros", em mulheres. A legislação prevê que a ação seja feita por outra mulher a menos que isso acarrete o "retardamento ou prejuízo da diligência".

A busca pessoal, conhecida popularmente como "revista", consiste na inspeção do corpo e das vestes de alguém, e pode ser feita sem mandado judicial, sempre que houver suspeita de que a pessoa esteja com alguma arma ilegal ou outro objeto, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de SP.

Violência policial

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O número de pessoas mortas por policiais militares dentro e fora de serviço no estado de São Paulo de janeiro a maio de 2020 foi o maior de toda a série histórica iniciada em 2001: 442 vítimas. O total ultrapassou o número de mortos por PMs em 2003, com 409 mortes em decorrência de intervenção policial, segundo a diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno.

Em junho e julho de 2020, diversos casos de violência policial foram registrados em vídeos gravados por testemunhas. Cenas de violência policial contra uma mulher em Parelheiros, no extremo da Zona Sul de São Paulo, provocaram o afastamento de outros dois policiais em julho.

No mês de junho, ao menos 17 PMs foram afastados na capital e na Grande São Paulo após aparecerem em vídeos em sete casos de agressão e, em um deles, suspeita de assassinato.

Oito agentes foram detidos porque foram flagrados agredindo um homem na noite de 13 de junho no Jaçanã, Zona Norte da capital.

Outro PM foi preso por suspeita de participação no assassinato de Guilherme Silva Guedes, de 15 anos. O adolescente sumiu de casa no dia 14 de junho, na Zona Leste de São Paulo, mas seu corpo foi encontrado baleado em Diadema. O sargento Adriano Fernandes Campos nega o crime.

Seis PMs também foram afastados após agredirem três pessoas em abordagem em Barueri, região metropolitana, no último dia 12 de junho.

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