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Doria mantém plano de vacinação contra Covid-19 em SP e cobra data do Ministério da Saúde após Anvisa pedir mais dados da CoronaVac ao Butantan

O governador João Doria (PSDB) em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11). — Foto: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo

O governador João Doria (PSDB) em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (11). — Foto: Roberto Casimiro/Estadão Conteúdo

O governador de São Paulo João Doria (PSDB) manteve nesta segunda-feira (11) o cronograma de vacinação no estado e cobrou do Ministério da Saúde uma definição da data para início da campanha nacional de imunização.

"O governo federal não admite que não tem a data para início do programa nacional de imunização. E por que não tem? Porque insiste em amparar uma decisão cientifica, de saúde, em uma decisão de ordem política, para favorecer um interesse eleitoral ou ideológico de dizer esta vacina será a primeira", disse João Doria.

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As declarações foram feitas após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgar, na última sexta (8), que pediu ao Instituto Butantan mais dados sobre o resultado dos testes da CoronaVac realizados no Brasil.

Na ocasião, o Butantan disse que a solicitação faz parte do processo e que seria prontamente atendida. Nesta segunda (11), o Instituto afirmou que 48% do processo já foi concluído.

Programa nacional X Programa estadual

O plano estadual foi elaborado pelo governo paulista considerando a aplicação da CoronaVac, vacina produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

No sábado (10), o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, confirmou que governo federal incorporou todas as doses da Coronavac no Plano Nacional de Imunização (PNI) e deve gerir o calendário de distribuição das vacinas em todo o país.

Questionado sobre como a data de início do plano estadual pode estar mantida, já que o Instituto Butantan assinou um contrato de exclusividade para fornecer a CoronaVac para o governo federal, Doria disse apenas que "a exclusividade é pela vida".

O governador alegou ainda que “o sistema nacional de imunização será respeitado e atendido por São Paulo se atender São Paulo dentro de critérios científicos”.

Em complemento à resposta de Doria, o secretário estadual da Saúde citou a possibilidade de um plano estadual que adianta a vacinação do programa nacional, mencionando como exemplo a campanha nacional de vacinação contra a gripe, que já foi adiantada por governos estaduais.

“Entrar para o programa nacional de vacinação também é seguir todos os quesitos que o programa nacional de imunização exige, como grupos prioritários, e assim o faremos. Naturalmente, assim como acontece com a vacina da gripe, parte dessas vacinas acabam ficando, proporcionalmente, para o estado de SP. E naturalmente, como é feito pra vacina da gripe, que 100% é disponibilizada para o ministério, essa proporcionalidade permite que estejamos antecipando a campanha de vacinação da gripe, como aconteceu já nos últimos três anos”, disse Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde em SP.

Doses

Durante a coletiva desta segunda, o secretário da Saúde disse que por conta do acordo com o governo federal, o número de doses disponíveis para o estado de São Paulo deve ser menor do que o previsto inicialmente.

“Temos que entender que hoje a única vacina que temos disponível no nosso país é a vacina do Butantan, que será, a partir do momento que liberada pela agência reguladora Anvisa, distribuída para os estados. Desta maneira, nós entendemos que terá uma fração muito menor para o estado de São Paulo frente àquela que imaginávamos de 46 milhões de doses. Desta forma, estaremos seguindo por respeito que sempre tivemos ao Plano Nacional de vacinação. Estaremos adequados ao programa nacional de vacinação”, afirmou Jean Gorinchteyn.

O governo paulista também admitiu a possibilidade de atrasar a aplicação da segunda dose da CoronaVac para que um número maior de pessoas possam receber a primeira.

“Nosso cronograma inicial foi baseado em fazer duas doses num prazo da segunda dose entre 14 e 28 dias. Existe a possibilidade de manter os mesmos grupos a serem vacinados com a possibilidade de a segunda dose ser postergada. Não estou dizendo isso como uma posição definitiva, o Centro de Contingência ainda não se posicionou sobre esse tema, mas esta é uma possibilidade”, disse João Gabbardo, coordenador-executivo do Centro de Contingência da Covid-19 de SP.

Postos de saúde e horários

O governo paulista apresentou o esquema logístico previsto para os municípios, com algumas alterações no que já tinha sido divulgado na semana passada em reunião virtual com os prefeitos.

Segundo divulgado nesta segunda (11), a vacinação irá ocorrer de segunda a sexta, das 8h às 22h, e de 8h às 18h aos sábados, domingos e feriados.

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