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Empresas assumem a gestão do Mercadão e do Mercado Kinjo Yamato, no Centro de São Paulo

Mercado municipal de São Paulo — Foto: Vagner Campos/TV Globo

Mercado municipal de São Paulo — Foto: Vagner Campos/TV Globo

O Mercado Municipal de São Paulo, o Mercadão, e o Mercado Kinjo Yamato, na região central da capital paulista, começaram oficialmente a serem administrados pela iniciativa privada nesta terça-feira (8).

O 'Consórcio Novo Mercado Municipal', formado pelas empresas Brain Realty Consultoria e Participações e o Fundo de Investimento Mercado Municipal, assumiu a concessão após decreto publicado no Diário Oficial do município e assinado pela Secretaria Municipal de Subprefeituras.

A concessão é de 25 anos e o consórcio vencedor da licitação ofereceu R$ 112 milhões pela outorga onerosa do espaço durante o período de concessão e, por contrato, deve investir cerca de R$ 83,1 milhões para realização de todo o restauro e reformas necessárias nos dois espaços, segundo a Prefeitura de São Paulo.

Iniciativa privada assume gestão do Mercadão de SP

Iniciativa privada assume gestão do Mercadão de SP

Entre os investimentos previstos em contrato estão a ampliação e construção de sanitários (incluindo acessíveis), fraldários, iluminação adequada, sistema de aproveitamento de água, correção de danos e reconstituição da fachada, escadas rolantes e elevadores, adequação à acessibilidade, reconstituição e restauro das esquadrias e peças originais do mercado.

“O acordo prevê que, em até 24 meses a contar da data da ordem de início, a concessionária deverá investir obrigatoriamente no restauro e reforma dos mercados, em conformidade com as especificações técnicas, exigências de operação e ambientais, bem como as normas vigentes e os órgãos de tombamento. (...) O objetivo é manter e recompor o projeto original nos dois primeiros anos da concessão”, disse um comunicado publicado no site da prefeitura.

Vista aérea do Mercadão de São Paulo, no Centro da capital paulista. — Foto: Reprodução/TV Globo

Vista aérea do Mercadão de São Paulo, no Centro da capital paulista. — Foto: Reprodução/TV Globo

O Mercadão Municipal é dos principais pontos turísticos mais conhecidos da cidade de São Paulo e foi inaugurado em 1933, com área de terreno com 22.147 m² e construída com 18.601 m². O espaço possui boxes, áreas comuns, área de eventos, área de reciclagem, espaço gourmet, área administrativa, restaurantes, além de vagas de estacionamento. O imóvel é tombado pelo patrimônio histórico para a preservação da memória.

Já o Mercado Municipal Kinjo Yamato, que fica em frente, foi inaugurado em 1936, voltado para o abastecimento de hortifrútis. No início, ele funcionava a céu aberto e serviu como base de apoio para a construção do Mercadão, com a função de guarda e armazenamento de materiais.

Atualmente, no local, funcionam outros ramos de atividade como: peixaria, lanchonete, doçaria e floricultura. O imóvel também é tombado para a preservação da memória.

Área interna do Mercado Municipal Kinjo Yamato, no Centro de SP, inaugurado em 1936.— Foto: Divulgação/PMSP

Área interna do Mercado Municipal Kinjo Yamato, no Centro de SP, inaugurado em 1936. — Foto: Divulgação/PMSP

Os dois mercados trabalham com sistema de boxes, onde os locatários pagam um valor ao mês pelo espaço ocupado. Com a concessão, aqueles que quiserem permanecer e estiverem regular perante o poder público poderão ficar, segundo a gestão municipal.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, a concessão dos dois espaços vai gerar um benefício econômico estimado em R$ 225 milhões, incluindo investimentos, outorgas e pagamento de impostos.

Além do valor mínimo de oferta na licitação, o ‘Consórcio Novo Mercado Municipal’ também “deverá pagar anualmente uma outorga variável que será calculada mediante aplicação de alíquota entre 5% e 10% sob a receita bruta e, em casos de baixo desempenho, será acrescida alíquota de até 5%, a título punitivo”, diz a gestão Ricardo Nunes (MDB).

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