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Favela Zaki Narchi segue sem apoio da Prefeitura de SP, duas semanas após incêndio, dizem moradores

Comunidade na Zaki Narchi segue sem apoio da Prefeitura de SP duas semanas após incêndio, dizem moradores

Comunidade na Zaki Narchi segue sem apoio da Prefeitura de SP duas semanas após incêndio, dizem moradores

Moradores da favela Zaki Narchi, no Carandiru, Zona Norte da capital paulista, reclamam que não receberam apoio da Prefeitura de São Paulo até esta terça-feira (8), duas semanas após um incêndio que destruiu ao menos 15 barracos. Gestão municipal nega falta de apoio, diz que enviou 39 cestas básicas e que limpeza ocorreu duas semanas após episódio.

"Quando o incêndio começou, todo mundo saiu correndo, inclusive com criança de colo. Chegando lá embaixo ainda estava a Polícia Militar jogando bomba na gente. A polícia chegou primeiro do que os bombeiros, que ainda apareceram sem água. A água aqui acaba 10 horas da noite, então, eu mesmo, para tentar apagar o fogo, só tinha 20 litros, que é um galão de água", disse Ramon Pereira da Silva, que perdeu o local onde morava com a esposa e cinco crianças.

Ele e outros moradores relataram que não receberam ajuda da Prefeitura de São Paulo para remoção do entulho, para reaver roupas ou documentos perdidos. Uma semana após o incidente, os moradores limpavam o local com a ajuda de bombeiros voluntários e recebiam algumas poucas doações.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo disse que prestou equipes da subprefeitura de Santana/Tucuruvi retiraram entulho do local 15 dias depois do incêndio, na tarde desta segunda-feira (7).

A gestão municipal também afirmou que, antes disso, prestou atendimento a 11 famílias, entregando 39 colchões, 39 cobertores, 39 kits de higiene, 13 kits de limpeza, 13 cestas básicas, e que nenhum morador aceitou acolhimento na rede de assistência.

"A gente receber kit de higiene e colchão, sem ter onde morar, sem ter abrigo, é a mesma coisa que nada, pois inclusive ficamos preocupados sobre como guardar isso", afirmou Roberto Ribeiro Duarte.

Apesar da limpeza que a Prefeitura diz ter feito no local, o cenário nesta manhã continuava parecido com uma semana atrás e os moradores contavam que a maior parte da sujeira continuava nas vielas, onde os as equipes não entraram.

Lisandra de Oliveira teve que levar os três filhos para morar com vizinhos em uma parte da comunidade onde o fogo não alcançou. "É muito triste, a gente está jogado. Quando é eleição todo mundo vem aqui; agora, que estamos precisando, não vem ninguém ajudar", disse ela.

Questionada sobre a falta de água nos caminhões, os bombeiros informaram que 18 viaturas atenderam a ocorrência, sendo que 10 com água, e as outras atuando em outras funções, como atendimento a feridos. A corporação disse que a contenção do incêndio foi feita com 60 mil litros de água.

O SP1 questionou a Polícia Militar sobre o conflito relatado pelos moradores, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

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