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Média semanal de gestantes mortas por Covid-19 no estado de SP neste ano é 4 vezes maior do que em 2020, diz entidade

Associação médica recomenda vacinação de grávidas contra Covid-19

Associação médica recomenda vacinação de grávidas contra Covid-19

O número de grávidas que morreram de Covid-19 no estado de São Paulo disparou em 2021. Enquanto em 2020 foram 78 casos, apenas nos primeiros cinco meses deste ano, 152 gestantes perderam a vida com a doença.

Segundo a Associação de Obstetrícia e Ginecologia do estado (Sogesp), a média de mortes por semana de grávidas e puérperas no estado passou de 1,7, no ano passado, para 7,2 em 2021, número quatro vezes maior.

A entidade pede que os profissionais incentivem as mulheres a se vacinarem logo contra a doença.

Atualmente, podem se vacinar em todo o estado grávidas com comorbidades. Na capital paulista e em São Bernardo do Campo, no ABC, podem se vacinar também todas as gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filhos há até 45 dias) sem comorbidades.

A partir de quinta-feira (10), a vacinação de todas as gestantes maiores de 18 anos, sem comorbidades, será estendida para todo o estado. A estimativa é que 400 mil mulheres sejam imunizadas.

Grávidas acima de 18 anos serão imunizadas com doses das vacinas Pfizer e CoronaVac. É necessário apresentar uma indicação médica no momento da vacinação. Já as puérperas também podem receber a vacina da AstraZeneca.

No documento divulgado nesta terça-feira, a Associação Paulista de Obstetrícia e Ginecologia recomenda, porém, que o poder público não exija relatório ou prescrição médica além dos exames que comprovam a gestação para vacinar as mulheres. Todos os médicos também estão sendo orientados a divulgar a campanha de vacinação às mulheres grávidas ou àquelas que acabaram de dar à luz.

A Secretaria Municipal de Saúde da capital diz que só segue orientações e diretrizes do Plano Nacional e do Plano Estadual de imunizações, que exigem o relatório médico para a aplicação.

“Se você não tiver completamente vacinado, que significa duas doses e duas semanas depois da segunda dose, você não está adequadamente protegido, principalmente contra as novas variantes que são a maior preocupação nossa. A ciência já mostrou que uma dose é insuficiente pra você ter uma quantidade de anticorpos suficiente pra estar protegido para as novas variantes”, diz a infectologista Rosana Richtmann.

Na capital, as mulheres precisam levar documento de identidade e comprovante de endereço. As grávidas precisam apresentar exames que comprovem a gestação e, as puéperas devem levar a certidão de nascimento da criança. As mulheres também precisam apresentar uma recomendação médica, considerando os riscos e os benefícios da vacina.

É essa recomendação à qual a associação é contrária a exigência, por dificultar e atrasar a aplicação.

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