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Sobe para 5 o número de hospitais com 100% de ocupação nas UTIs para Covid-19 na cidade de SP; UPA tem 148% de leitos ocupados

Ocupação de leitos passou do limite máximo em cinco Unidades de Saúde Pública na capital

Ocupação de leitos passou do limite máximo em cinco Unidades de Saúde Pública na capital

Cinco hospitais municipais ou com leitos contratados pela Prefeitura de São Paulo estão com as Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19 completamente lotadas nesta terça-feira (8) na cidade de São Paulo. São eles: hospitais Arthur Ribeiro de Saboya, Santa Isabel, Brigadeiro, Vereador José Storópolli e o da Cruz Vermelha.

Em cinco unidades de saúde, incluindo Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), o número de pacientes internados também já supera o máximo da capacidade no munícipio. As unidades atendem pacientes com e sem Covid-19.

O Hospital e Pronto-Socorro da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo, é um dos está com mais pacientes do que a capacidade: 107% da lotação. Do lado de fora, nesta terça-feira (8), havia uma fila de atendimento.

De acordo com o boletim diário da secretaria municipal de saúde, hoje, a UPA Tito Lopes, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo é o local mais lotado da rede municipal com 148% de ocupação.

Além do Pronto-Socorro da Barra Funda e da UPA TitoLlopes, estão nesta lista crítica também a UPA Pirituba, o PS Doutor Caetano Virgílio Netto e a UPA Santo Amaro. Todas com muito mais pacientes do que são capazes de atender normalmente - e não só de Covid-19.

A Secretaria Municipal da Saúde anunciou que vai contratar 200 leitos em hospitais particulares, mas não vai ser fácil encontrar os leitos. O sindicato que reúne os hospitais particulares disse que a rede também está lotada - quase 90% das unidades tem ocupação superior a 80%.

O secretário da Saúde da capital, Edson Aparecido, disse que já mapeou os hospitais privados que ainda têm leitos disponíveis na cidade e que é necessário aumentar a oferta por causa de um possível aumento da demanda nos próximos dias.

“Nós estamos nos preparando, nós terminamos de receber as usinas de oxigênio, já temos 15 delas instaladas, também conseguimos fazer a importação de kits intubação e agora com uma ampliação desses 250 leitos nós acreditamos que a gente possa enfrentar esse momento que nós imaginamos por volta do dia 20 de junho, um momento de aumento, de pico de internações aqui na cidade de SP”, disse Aparecido.

“Nossas equipes de planejamento têm estudado os cenários da média móvel de 14 dias, essa média móvel vem crescendo, e paralelamente a média móvel de 7 dias de internações também vem crescendo, então a expectativa que a gente tenha esse cenário daqui a aproximadamente 15, 20 dias”, diz o secretário.

Para ele, a medida é necessária para enfrentar melhor os efeitos de um possível novo pico de internações por Covid-19, que ele espera para o dia 20 de junho.


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