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Ouvidoria da Polícia de SP pede apuração de vazamento de vídeo íntimo e dados pessoais de PM em grupo de policiais no WhatsApp

Fachada da Corregedoria da Polícia Militar — Foto: Reprodução/TV Globo

Fachada da Corregedoria da Polícia Militar — Foto: Reprodução/TV Globo

A Ouvidoria da Polícia de São Paulo pede para a Corregedoria da Polícia Militar (PM) na capital paulista apurar a denúncia sobre o vazamento ilegal de um vídeo íntimo e dados pessoais e profissionais da ficha de um policial militar em grupos de policiais no WhatsApp.

As imagens circulam nas redes sociais e mostram o soldado usando calcinha e sutiã enquanto se filma em frente a um espelho dentro de um quarto. Junto com a gravação, foram encaminhados documentos sigilosos do policial registrados pela corporação, como foto, nome e número de registro do local onde ele trabalha no interior do estado.

O g1 não localizou o soldado para comentar o assunto. A Polícia Militar foi procurada pela reportagem por meio de sua assessoria de imprensa para se posicionar, mas não retornou o contato.

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Segundo a Ouvidoria, a Corregedoria da PM terá de identificar quem são os policiais que vazaram o vídeo e os dados e puni-los por ao menos dois crimes: violação de privacidade e infração contra a honra.

"Este crime encontra previsão criminal no artigo 154-A do Código Penal, sendo popularmente conhecida como Lei Carolina Dieckmann, com a pena de 3 meses a 1 ano de detenção", disse o ouvidor da Polícia, Elizeu Soares Lopes. "Ainda, com a divulgação de fotos ou vídeos de fotos íntimas, poderão se configurar crimes contra a honra, como por exemplo a injúria e difamação."

A denúncia foi encaminhada a Ouvidoria por Agripino Magalhães, ativista LGBTQIA+. Segundo ele, o policial que teve usa intimidade e dados expostos num grupo de mensagens de PMs foi vítima de homofobia.

"Vamos identificar o covarde LGBTIfóbico que fez isso de dentro da instituição Polícia Militar de São Paulo", falou Agripino.

Procurada pelo g1, a Polícia Militar informou, por meio de nota divulgada por sua assessoria de imprensa, que ainda aguarda a denúncia da Ouvidoria para tomar providências:

"Tão logo o expediente da Ouvidoria da Polícias der entrada no protocolo desta Corregedoria PM, o que ainda não ocorreu, seu conteúdo será analisado para adoção das medidas pertinentes", informa o comunicado da corporação.


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