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Alta de casos de doenças respiratórias volta a sobrecarregar enfermarias e UTIs pediátricas na cidade de SP

Taxa de ocupação de leitos pediátricos na cidade de SP sobe para 84%, diz secretaria

Taxa de ocupação de leitos pediátricos na cidade de SP sobe para 84%, diz secretaria

O aumento de casos de doenças respiratórias em crianças voltou a sobrecarregar enfermarias e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas na capital paulista. Alguns hospitais das redes pública e particular afirmam não ter mais vagas infantis.

Nesta quarta-feira (22), por exemplo, o Hospital Universitário da USP precisou fechar o pronto-socorro infantil por seis horas devido à superlotação de pacientes com problemas respiratórios.

Na rede privada, os hospitais Santa Catarina e Sabará informaram que estão com mais de 90% de ocupação em leitos de UTI pediátrica nesta quarta.

A taxa de ocupação de leitos pediátricos nesta quarta, segundo a Secretaria Municipal da Saúde, é de 84%.

Durante a tarde, o PS infantil do Hospital Universitário da USP, que é referência no atendimento de crianças na Zona Oeste, não tinha mais espaço nem funcionários para dar conta de tantos pacientes.

O atendimento só foi retomado depois que conseguiram transferir três crianças para outros hospitais. Até a última atualização desta reportagem, todos os 12 leitos de UTI pediátrica estavam ocupados - quase todos por crianças com síndromes respiratórias agudas graves.

A principal causa das internações são os vírus que causam doenças respiratórias, como resfriado, conjuntivite, bronquite e até pneumonia. Os casos costumam aumentar nessa época do ano, mas segundo Eloisa Correa de Souza, diretora do hospital universitário da USP, agora estão vindo mais graves.

A pediatra Ana Escobar explicou que a alta demanda no atendimento nas alas pediátricas é consequência da chegada do frio e da circulação de vírus após dois anos de isolamento na pandemia.

“Agora as crianças vão para a escola sem máscara, há um aumento normal das doenças respiratórias, então muitas crianças estão se contaminando. A dica maior que eu dou para os pais: não mandem seus filhos doentes para a escola. É muito importante: se está doente, fica em casa, para não passar doença para as outras crianças. Não está doente, vai para a escola porque lugar de criança é na escola.”

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