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Veja o que se sabe sobre homem que atacou e matou passageiros de ônibus a facadas em Piracicaba (SP) - Notícias - R7 São Paulo

A polícia prendeu José Antônio Santana Filho, acusado de matar três passageiros a facadas e ferir outros três em um ônibus de Piracicaba, no interior de São Paulo, na terça-feira (21).

O ataque ocorreu na região central de Piracicaba com 35 a 40 passageiros dentro do coletivo. O ônibus tinha deixado o terminal central da cidade a poucas quadras quando as agressões começaram. O local foi cercado e isolado pela Polícia Militar.

Segundo o major Freixo, da Polícia Militar de Piracicaba e responsável por atender a ocorrência, o homem teve um surto psicótico e atacou pessoas de forma aleatória. Ele não anunciou assalto e iniciou as agressões aparentemente sem motivo.

De acordo com testemunhas, ele estava sentado no banco e, do nada, se levantou, sacou a arma branca e partiu em direção às vítimas sem dizer uma palavra.

Um passageiro não identificado contou o que presenciou: "Ele meteu faca em todo mundo. Quem ele pegasse, tava matando. Ele olhou pra mim e falou: 'O próximo é você'. Aí eu peguei essa bolsa aqui e joguei na cara dele. Foi na hora que ele caiu. Ele foi mais ligeiro, pegou a faca, fez assim, escorreguei e caí por cima da menina ali que morreu. Aí ela ficou pra trás".

Dois policiais cercaram o ônibus e pediram reforços. Para se desvencilhar, o agressor jogou sacolas na direção dos agentes. Após negociação, ele se rendeu e foi preso em flagrante.

Duas mulheres de 42 e 55 anos morreram na hora, assim como um homem de 68 anos. Os nomes não foram divulgados.

Outros três passageiros ficaram feridos e foram levados para hospitais da região, sendo dois deles em estado grave.

Segundo a polícia, José Antônio Santana Filho, de 52 anos, já tinha passagem pela polícia.

Para a delegada Juliana Ricci, não houve motivação para o crime. "Ele não tinha nenhum vínculo com essas vítimas. Foram escolhidas de forma aleatória, porque foi esfaqueando dentro do ônibus", concluiu.

De acordo com os agentes, durante a abordagem, o agressor dizia falas desconexas. Não há informações se ele estava sob efeito de álcool ou drogas. A polícia acredita que ele tenha tido um surto psicótico. 


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