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Dias antes de matar professora, prima pediu comida e fraldas para filhos e vítima ajudou - Notícias - R7 São Paulo

A professora Pâmela Regina, de 34 anos, morta a facadas pela própria prima, Alexia Magalhães, era conhecida pelo bom coração e por "não ver maldade nas pessoas", disse a comadre da vítima, Fernanda Carvalho. Segundo ela, dias antes do crime, Alexia havia pedido ajuda de Pâmela com fraldas e alimentos para os filhos gêmeos porque estaria passsando por dificuldade financeira e a professora ajudou.

Pâmela tinha dois filhos, de 17, 10 e dois meninos gêmeos de 1 ano, sendo que um deles enfrenta, desde que nasceu, um problema de saúde em um dos rins. A relação dela com a suspeita era boa, segundo a familiar. "As duas cresceram juntas, a Alexia foi no aniversário de um ano dos gêmeos há um mês, ela ligava para a Pâmela pedindo ajuda, conselhos", disse.

O crime ocorreu no domingo (15), no bairro Jardim Felicidade, na zona norte de São Paulo, após a professora ter recebido uma ligação da mãe pedindo ajuda por ter sido agredida pela sobrinha e prima de Pâmela, Alexia. Ao chegar ao local com o filho mais velho, houve uma discussão, e Alexia tirou uma faca que estava escondida na roupa e atacou Pâmela no pescoço.

Para defender a mãe, o adolescente, que presenciou a briga, conseguiu dar golpe contra a suspeita. Nesse momento, a faca caiu e ela fugiu. O jovem, tentou, imediatamente, socorrer a mãe, conforme relatou a comadre da vítima ao R7, mas ela não resistiu.

Apesar de a suspeita ter, segundo a familiar da vítima, um histórico de agressão por bater na própria mãe e na tia, Fernanda conta que a família não esperava que ela pudesse matar a prima. Entretanto, Alexia vinha fazendo ameaças à mãe de Pâmela, afirmando que ela "choraria lágrimas de sangue".

Os irmãos da vítima teriam brigado com a suspeita dias antes também por episódios de agressão. Pâmela, porém, acreditava que a prima estava passando por um momento difícil e tentou ajudar.

Ainda segundo Fernanda, Alexia, principal suspeita pelo crime, teria criado um perfil falso nas redes sociais para se manifestar sobre o caso. Na versão da suspeita, ela diz que foi agarrada por seis pessoas durante a discussão e, neste momento, atingiu Pâmela com uma faca.

Entretanto, o filho da vítima, que presenciou o crime, nega que isso tenha ocorrido e que passou a agredi-la quando viu que ela poderia disferir outras facadas na mãe. A madrinha dos filhos gêmeos de Pâmela revelou, ainda, que Alexia chegou a mandar mensagem para o irmão dela dizendo: "antes ela do que eu".

Agora, todas as informações estão sendo passadas para a polícia. Alexia é considerada foragida e o caso é investigado pelo 39° DP (Vila Gustavo).

Pâmela Regina Magalhães Sampaio era conhecida pelos amigos por ser uma "super mãe", professora querida e extramente bondosa. "Ela era uma pessoa muito correta, com alimentação, horários, saúde, tudo... extremamente dedicada aos filhos, marido, trabalho, fazia terapia para conciliar tudo. Está fazendo muita muita falta", relatou a comadre da vítima.

A professora era considerada o "porto seguro da família", "a mais informada", segundo Fernanda, e alegre. Além disso, ela e o marido tinham o hábito de ajudar as pessoas, "faziam por prazer".

Pâmela passou dois meses e meio na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) com um dos gêmeos, que nasceu com um problema no rim e precisou passar por cirurgias e procedimentos médicos. "Pedia para ela trocar comigo, deixar eu ficar um pouco com ele para ela descansar e ela tinha medo de que o menino pegasse Covid pela baixa imunidade, então, só ia para casa, tomava banho e voltava", relatou Fernanda.

A mulher, segundo a comadre, se sentia feliz, agora, com todos os filhos em casa, ela e o marido trabalhando. A família tinha, inclusive, planos de viajar para o exterior, que foram interrompidos com a morte dela.

Segundo a madrinha dos gêmeos, o marido de Pâmela terá a ajuda dos parentes para cuidar dos filhos pequenos e continuar com o tratamento do bebê.

*Estagiária sob supervisão de Fabíola Perez


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