Carregando...

GCM executado com família em SP era acusado de tentar matar convidados em churrasco em 2020 - Notícias - R7 São Paulo

O guarda civil Paulo Corrêa de Souza Júnior, executado ao lado da mulher, da mãe e do padrasto, em uma estrada de Pirapora do Bom Jesus, na Grande São Paulo, no sábado (3), é acusado de uma tentativa de homicídio em uma festa na cidade de Santana do Parnaíba, em São Paulo, em abril de 2020.

Segundo o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Paulo Correa de Souza Júnior foi acusado de, em abril de 2020, por volta das 23h45, de tentar matar Maria de Moraes Oliveira, João Paulo Cardoso de Moraes e Josué de Moraes Oliveira, com disparos de arma de fogo.

Paulo estava em uma festa, que ocorria na casa do pai de João e tio de Maria e Josué, quando Maria pediu uma bebida e, por isso, passou a importuná-la, dizendo que por "ela não ter levado nada para o churrasco, não tinha o direito de beber", e ofendendo a vítima.

Nesse momento, o agente teria ido em direção à mulher para agredi-la, impedido pelos demais convidados. Paulo, então, se aproximou de Maria e disse para ela "aproveitar bem a festa, pois naquele momento estava sem farda, mas, no dia seguinte, estaria com farda e voltaria para 'pegá-la'". A vítima então tomou conhecimento de que Paulo era guarda municipal.

Paulo deixou a festa e permaneceu nas proximidades, com uma arma de fogo aguardando a saída. Momentos depois, João deu uma carona para Maria e Josué. De dentro do veículo, todos avisaram Paulo com a arma de fogo se aproximando do veículo.

As vítimas seguiram e, nesse momento, Paulo disparou seis vezes. Duas perfurações atingiram o porta-malas e duas, a lateral dirieta do carro. As vítimas não foram atingidas. Na sequência, o denunciado, com uma motocicleta, começou a fazer uma perseguição ao veículos das vítimas.

Segundo o TJ-SP, a GCM foi acionada para a ocorrência. No local, os guardas municipais encontraram um projétil e três estojos de munição na via pública. Segundo o documento, o delito apenas não se consumou devido ao erro de pontaria do agente.

A arma utilizada por ele pertence à Prefeitura Municipal de Carapicuíba. O delito teria sido cometido durante o estado de calamidade pública da pandemia de Covid-19.

Interrogado, o reú negou o negou o ato e disse que estava almoçando na casa do amigo Paulo que o apresentou às vítimas e os demais convidados, informando que ele era guarda municipal. Nesse momento, segundo ele, começou a ser importunado pelos convidados.

Ele disse ainda que após a discussão com a mulher por conta da bebida, o padrasto da vítima o imobilizou com um golpe. Ele disse também que foi embora, mas acabou "perseguido" pelas vítimas. Ele confirmou o disparo contra o veículo, mas disse que "se assustou com a perseguição e queria assustar" as vítimas.

O agente disse, porém, que não se lembra se haviam pessoas no veículos e que se tivesse a intenção de matar, "teria conseguido". Ele afirmou também que ingeriu bebidas alcoólicas e se recusou a fazer o exame de embriaguez. Segundo a vítima, o guarda aparentava ter usado drogas durante a festa.

De acordo com a Polícia Militar, o GCM e advogado Paulo Correa de Souza Junior voltava de uma cachoeira acompanhado da mulher, Ana Caroline Ferreira da Silva, de 31 anos, da mãe Marlene Aparecida Ferreira de Souza, de 64 anos, e do padrasto Israel Aparecido Vintorin, de 45 anos.

No momento em que passavam pela estrada foram interpelados por suspeitos que os fizeram sair do carro em que estavam, modelo Chevrolet Prisma, e efetuaram disparos. Os quatro foram atingidos e morreram no local.

Quando a polícia chegou ao endereço, localizaram os corpos ao lado do veículo e nenhum indício de quem poderia ter feito os disparos. O local fica às margens de uma represa e com várias chácaras pela região.

A perícia foi acionada ao local e iniciou os trabalhos de apuração dos fatos. Testemunhas e eventuais imagens de câmeras de segurança que possam ter no local vão ajudar a polícia a identificar os atiradores.

A ocorrência é apresentada na delegacia de Santana de Parnaíba. Por enquanto a polícia trabalha com a hipótese de execução, mas ainda nenhuma hipótese é descartada.


Deixe uma resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos obrigatórios estão marcados*

Calendar