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Secretário diz que vacinação contra covid-19 pode começar nesta segunda em SP: 'Estamos prontos'

SÃO PAULO - O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Carlo Gorinchteyn, afirmou ao Estadão neste sábado, 16, que a vacinação da covid-19 pode iniciar nesta segunda-feira, 18, mas depende das tratativas com o Ministério da Saúde sobre a quantidade de doses da Coronavac que ficarão no Estado. "Estamos prontos para começar a qualquer momento", declarou.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fará reunião neste domingo, 17, para decidir se autorizará ou não o uso emergencial da Coronavac e do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, que será distribuído no Brasil pela Fiocruz.

De acordo com Gorinchteyn, o cronograma de imunização em São Paulo, assim como o número de pessoas que serão vacinadas, só poderá ser definido quando a Secretaria de Saúde souber quantas doses receberá da vacina produzida pelo Instituto Butantã em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. "A gente depende dessas tratativas. Precisamos definir com eles o que eles vão fazer", disse

Neste sábado, o secretário disse ao Estadão que espera ainda para este fim de semana um posicionamento do Ministério da Saúde sobre o assunto. O secretário, porém, negou que haja um impasse com o governo de Jair Bolsonaro. "Estamos nos posicionando como sempre fizemos. Não existe nenhum desconforto ou falta de cordialidade entre as partes", ressaltou.

O governo federal pediu ao Instituto Butantã nesta sexta-feira, 15, a entrega imediata das 6 milhões de doses da vacina que já estão prontas. O Butantã, então, questionou a Saúde sobre o número de doses do imunizante que será destinado a São Paulo. Em ofício, o governo respondeu que tem a responsabilidade pela elaboração, atualização e coordenação do Plano Nacional de Operacionalização da vacinação contra a covid-19.

"O Butantã não distribui nada, o que existe é uma alocação dessas vacinas para o Ministério. Porém, proporcionalmente, o instituto retém aquilo que é para São Paulo. Sempre foi assim. Não é novidade", afirmou Gorinchteyn, que pediu "bom senso" nas tratativas.

De acordo com Gorinchteyn, não é "racional" enviar todas as doses da Coronavac para a Saúde. "Eu mando para a União. Ela desloca para outros lugares. Daí volta para São Paulo. Quer dizer, vamos pensar em análises de estratégias logísticas, de custos, e da demora frente à urgência pandêmica que se faz presente", reafirmou.

Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde de São Paulo, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes
Jean Gorinchteyn, secretário estadual da Saúde de São Paulo, em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes
Foto: Divulgação / Governo do Estado de SP / Estadão

Na noite desta sexta-feira, 15, o diretor do Butantan, Dimas Covas, esteve no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, para discutir o assunto com o governador João Doria e o secretariado. De acordo com Gorinchteyn, o objetivo da reunião foi discutir a logística para a distribuição da vacina.

"Esperamos que haja racionalidade operacional sobre a Coronavac", declarou Gorinchteyn. "Isso vai fazer com que tenhamos agilidade e tenhamos a democracia instituída também na distribuição das vacinas, de forma rápida", acrescentou. Segundo o secretário, a resposta do governo federal é necessária para que o Estado estabeleça, na próxima semana, as normativas sobre a vacinação.

Mais restrições em São Paulo

Gorinchteyn também afirmou que anunciará nos próximos dias novas restrições para conter a pandemia no Estado. "Faremos restrições. Precisamos garantir a vida. Não podemos fazer de São Paulo o que temos visto no Amazonas", declarou, em referência à falta de oxigênio nos hospitais de Manaus, o que ele classificou como "tragédia".

A decisão sobre as novas restrições, segundo o secretário, levará em conta a ocupação de leitos e o número de mortes por coronavírus, entre outros indicadores. "As regiões de São Paulo que estão na fase laranja, se não se comportarem, podem ir para a vermelha a qualquer momento", reforçou.

"Estamos com muita preocupação", declarou Gorinchteyn. "De março a agosto, cinco meses, nós chegamos no pico da primeira onda com um número de casos de covid que é exatamente igual ao que nós chegamos em 40 dias agora." O secretário também ressaltou a importância da vacinação: "Precisamos vacinar o mais rápido possível. Temos que proteger os profissionais da área da saúde, primeiro, e depois os idosos que podem desenvolver formas graves e fatais da covid".

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