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“Pandemia dos não vacinados” na Europa preocupa Fiocruz

Diante do aumento no número de casos e mortes na Alemanha, França, Dinamarca e Áustria, especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) veem com preocupação o cenário da Covid-19 na Europa.

Na edição desta semana do boletim do Observatório da Covid-19, divulgado nesta quarta-feira (17), os pesquisadores destacam que a maioria das internações são de pessoas que não se vacinaram contra o vírus.

Para a Fiocruz, o retorno das medidas restritivas em diversos locais da Europa é preocupante e a instituição faz um alerta para a necessidade da população aderir à imunização.

A atual situação dos países europeus é chamada pelos pesquisadores de “pandemia dos não vacinados”.Isso porque o aumento do número de mortes e casos do coronavírus é registrado, principalmente, em regiões onde a cobertura vacinal não está progredindo.

O Boletim aponta que, atualmente, o Brasil tem cerca de 60% da população com esquema vacinal completo, com estimativa de 1,15 óbitos por 1 milhão de habitantes.

“Considerando que a pandemia não acabou e que o vírus segue circulando, é motivo de atenção o fato de 40% da população estar sem esquema vacinal completo, em um contexto de maior circulação de pessoas nas ruas”, afirmam os especialistas.

Enquanto isso, países como Lituânia, Áustria e Alemanha apresentam percentuais maiores da população vacinada, de 65,2%, 63,7% e 67%, respectivamente. Contudo, eles enfrentam uma nova alta de internações, além do crescimento no indicador de óbitos por milhão de habitantes.

No momento, o indicador da Alemanha está em 2,23 mortes por 1 milhão de habitantes, o da Áustria em 4 e o da Lituânia em 10,62, segundo o monitor Our World In Data, especializado em dados analíticos.

O Boletim aponta que a situação no Brasil ainda é de queda dos indicadores, como casos confirmados, mortes e ocupação de leitos na rede pública.

Para que o cenário siga positivo, os pesquisadores afirmam que é necessário estratégias mais efetivas de vacinação contra o vírus. Entre elas, a exigência do passaporte sanitário em ambientes fechados e campanhas incentivadoras.

Outro alerta feito pelos pesquisadores é sobre a ausência de distanciamento físico entre os brasileiros, tanto nos transportes públicos quanto em atividades de lazer. Desde julho, a circulação de pessoas nas ruas é maior que no período pré-pandemia e pode ser ainda mais intensificada com a chegada das festas de fim de ano.

Casos e mortes

Entre os dias 7 a 13 de novembro houve um ligeiro aumento dos valores de indicadores de transmissão, com uma média diária de 11,4 mil casos confirmados e 260 mortes.

O número representa um aumento de 1,9% casos por dia e de 1,2% de óbitos em relação a semana anterior.

(*Sob supervisão de Isabelle Resende)


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