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Flexibilização de uso de máscaras deve ser feita com inteligência

Na edição desta quinta-feira (25) do quadro Correspondente Médico, no Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes abordou a decisão do governo do estado de São Paulo de retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos a partir do dia 11 de dezembro.

A novidade foi anunciada ontem pelo governador João Doria (PSDB), mas os 645 municípios paulistas poderão optar pela manutenção da exigência. Na capital, o prefeito Ricardo Nunes disse à CNN que acompanhará a medida do Palácio dos Bandeirantes.

Na avaliação de Fernando Gomes, a população precisa estar consciente de que a flexibilização não é total e o relaxamento das regras deve ser realizado em fases, observando os índices da pandemia. “O coronavírus veio para ficar e precisamos saber lidar com isso com bastante inteligência e parcimônia.”

“Em relação ao comércio, a alternativa pode ser uma combinação entre o bom-senso individual, colocar a empatia em prática, colocar essa barreira protegendo não só a gente, mas os outros também… e a questão de querer o cliente e ajudá-lo neste processo”, completou.

 

Para o neurocirurgião, a situação da pandemia é a mais favorável até agora para a liberação do uso de máscaras, com cerca de 75% da população do estado vacinada com duas doses, além da baixa nas internações por Covid-19.

Citando a Alemanha, que estagnou nos índices de imunização e bateu novo recorde de mortes pela doença, Gomes ressaltou que a população vacinada tem uma proteção biológica superior.

“Se existe um movimento para não vacinar ou se a vacinação não é eficiente, você deixa um flanco aberto, e as pessoas não vacinadas podem se contaminar mais facilmente. Assim, você não consegue bloquear o processo natural da propagação do vírus”, afirmou.


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