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Como funciona o medicamento baricitinibe, recomendado pela OMS contra Covid grave

A Organização Mundial da Saúde (OMS) adicionou dois novos medicamentos à recomendação para o tratamento de pacientes com a Covid-19. A lista de fármacos definida pela OMS agora conta com o medicamento baricitinibe e o anticorpo monoclonal sotrovimabe.

De acordo com as diretrizes da OMS, o baricitinibe passa a ser fortemente recomendado para indivíduos em estado grave ou crítico pela doença causada pelo novo coronavírus.

Como funciona o medicamento baricitinibe

O processo inflamatório é considerado uma das causas do agravamento da Covid-19. Embora a inflamação seja um mecanismo natural do organismo, quando exacerbada, ela pode levar ao agravamento da doença.

O medicamento baricitinibe, que também é utilizado no tratamento de artrite reumatoide, conta com a capacidade de regular o processo de inflamação do organismo.

Isso acontece a partir de um mecanismo de inibição de enzimas chamadas Janus quinase que, entre várias funções biológicas, também atuam na ativação da inflamação nas células do sistema imunológico.

Uso é indicado para pacientes em estado grave

De acordo com a OMS, o baricitinibe pode ser utilizado em pacientes com quadros graves ou críticos em associação com outros recursos, como os corticoides. A partir do controle da inflamação, é possível reverter o agravamento da doença e reduzir a necessidade de ventilação artificial. Segundo a OMS, a utilização não levou ao aumento nos efeitos adversos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a indicação do baricitinibe no Brasil para o tratamento de pacientes internados com Covid-19 no dia 17 de setembro.

De acordo com a Anvisa, o uso é indicado para pacientes adultos hospitalizados que necessitam de oxigênio por máscara ou cateter nasal, ou que necessitam de alto fluxo de oxigênio ou ventilação não invasiva.

No dia 3 de dezembro, a Anvisa informou em nota sobre a inclusão de eventos adversos graves na bula do medicamento. A alteração acrescenta a advertência e precaução para a ocorrência de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE, na sigla em inglês) e a atualização sobre a ocorrência de tromboembolismo venoso e câncer, incluindo linfoma.

Segundo a Anvisa, os eventos adversos foram identificados a partir de estudo clínico e retrospectivo que avaliou pacientes em tratamento para artrite reumatoide. Acesse a bula.


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