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Estudo: reforço da Janssen tem 85% de eficácia contra hospitalização por Ômicron

A aplicação de uma dose de reforço da vacina contra a Covid-19 da Janssen, originalmente adotada como esquema de dose única, reduz os riscos de hospitalização em pacientes infectados pela variante Ômicron do novo coronavírus.

A informação faz parte dos resultados de um estudo conduzido por pesquisadores da África do Sul, publicado em formato preprint, ainda não revisado por pares.

No Brasil, pessoas vacinadas com a Janssen devem receber a dose de reforço, com o mesmo imunizante, entre dois e seis meses após a primeira vacinação.

A orientação é do Ministério da Saúde, com base em estudos científicos que mostram aumento significativo na imunidade após a aplicação de mais uma dose da vacina, principalmente com intervalo mais longo, de seis meses.

Entenda o estudo

Um primeiro estudo, chamado Ensemble 2, demonstrou ganhos significativos para a eficácia da vacina da Janssen, com um regime de duas doses, administradas com dois meses de intervalo.

A partir desse resultado, os pesquisadores expandiram as análises, incluindo a dose de reforço para mais de 227 mil profissionais de saúde da África do Sul, de quase 500 mil que haviam sido vacinados anteriormente com a dose única do imunizante. O reforço foi oferecido de seis a nove meses após a primeira imunização.

A eficácia da dose de reforço da vacina foi estimada a partir da comparação de dados de pouco mais de 69 mil profissionais com informações de indivíduos não vacinados. A eficácia na prevenção de hospitalizações apresentou aumentos ao longo do tempo: de 63% (de 0 a 13 dias), para 84% (de 14 a 27 dias), chegando a 85% (de 1 a 2 meses) após a aplicação.

“Nós fornecemos a primeira evidência da eficácia de um reforço de vacina homóloga Ad26.COV.2 [nome técnico da vacina da Janssen] administrado 6-9 meses após a série inicial de vacinação única, durante um período de circulação da variante Ômicron. Esses dados são importantes devido à crescente dependência da vacina Ad26.COV.2 na África”, diz o artigo.

Sobre a variante Ômicron

A variante Ômicron do novo coronavírus foi identificada em novembro de 2021 e classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação. A linhagem já foi detectada em mais de 100 países.

De acordo com a OMS, a compreensão atual da variante continua a evoluir à medida que mais dados se tornam disponíveis. Com o surgimento da Ômicron, houve uma diminuição da prevalência da variante Delta e do nível de circulação das cepas Alfa, Beta e Gama.

A transmissão da variante Ômicron tem ocorrido mesmo entre vacinados e pessoas com histórico de infecção prévia pela Covid-19. Segundo a OMS, há evidências científicas significativas de que a variante está associada a quadros clínicos mais leves da Covid-19 em relação às outras linhagens virais.


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