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Remédios recomendados pela OMS têm indicações muito específicas, diz médico

Nesta quinta-feira (13), a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou as orientações sobre medicamentos que podem ser utilizados no tratamento da Covid-19. A entidade passou a recomendar o medicamento baricitinibe para pacientes que apresentem casos graves da doença, e o anticorpo monoclonal sotrovimabe para aqueles com quadros mais leves.

Em entrevista à CNN, Jamal Suleiman, infectologista do Instituto Emílio Ribas, afirmou que a adição dos tratamentos às opções de combate ao coronavírus é importante, mas não representa um tratamento definitivo.

“É importante, é uma terapia que podemos usar em determinados cenários, mas infelizmente não é a definitiva para essa doença”, lembrando que a medicação só pode ser usada em pacientes com “indicações bastante específicas” e com aplicação em ambiente hospitalar.

Os medicamentos ainda não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), apesar da aprovação para uso emergencial concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “São situações distintas: a Anvisa aprova, não coloca uma objeção e reconhece que é um produto importante para o cenário pandêmico, mas essa tecnologia não está incorporada ao SUS”, afirmou, destacando as limitações para uso imediato dos tratamentos.

Um ponto positivo da nova recomendação é que, de acordo com Suleiman, ela abrange todas as variantes que circulam atualmente da doença, mesmo a mais recente e mais transmissível Ômicron. “Não existe, nesse momento, nas variantes que circulam, obejção ao uso desses produtos”.

Apesar da novidade, a vacinação permanece como a melhor estratégia de contenção da pandemia, explicou o especialista. “O ideal nesse momento pandêmico é que as pessoas recebam as vacinas, porque essa é a estratégia de saúde pública de proteção para o contingente todo”, reforçando dados que apontam que 8 em cada 10 pacientes que registraram casos graves da Covid-19 não possuíam o esquema vacinal completo.

A vacina deve ser a estratégia primária, evitando que muitas pessoas sejam contaminadas pelo vírus, e portanto tenham mais chances de desenvolver casos severos. Mesmo com a vacinação completa, é possível que infecções graves surjam, colocando os medicamentos como uma nova rota de tratamento.


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