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Fiocruz indica possível interrupção no aumento de casos de síndrome respiratória

Dados do Boletim Infogripe, divulgado nesta quarta-feira (22), referentes à Semana Epidemiológica 24 (12 a 18 de junho de 2022), sugerem uma possível interrupção na tendência de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e a formação de platô.

Desde a segunda quinzena de abril, os casos de SRAG se mantinham em alta.  De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aproximadamente 81% das ocorrências correspondem à Covid-19, segundo análise laboratorial, sendo predominante na população adulta.

O estudo tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) até o dia 20 de junho.

O pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe, alerta que o quadro deve ser interpretado com cautela e reavaliado nas próximas semanas para confirmação.

“Embora ainda apresentem sinal de crescimento na tendência de longo prazo, os estados das regiões Sudeste e Sul dão sinais de possível interrupção nesse aumento de casos, com formação de platô nas primeiras semanas de junho. Como tivemos o feriado prolongado na última semana, pode ter algum impacto nos registros, por isso a cautela e necessidade de aguardar as próximas atualizações para confirmação do cenário”, explica.

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos como resultado positivo para vírus respiratórios foi de 3,2% Influenza A, 0,2% Influenza B, 9,9% vírus sincicial respiratório (VSR), e 80,6% Sars-CoV-2 (Covid-19). Entre os óbitos, a presença destes mesmos vírus entre os positivos foi de 1,8% Influenza A, 0,3% Influenza B, 2,0% vírus sincicial respiratório (VSR), e 94% Sars-CoV-2 (Covid-19).

Em crianças e adolescentes, observa-se sinal de queda entre os grupos de 0 a 4 e 5 a 11 anos. Dados laboratoriais apontam que, no grupo de 0 a 4 anos, os casos seguem sendo fundamentalmente associados ao vírus sincicial respiratório (VSR), embora também se observe presença relevante de Sars-CoV-2 (Covid-19), rinovírus e metapneumovírus.

Treze das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas): AC, AP, CE, DF, GO, MG, MT, PB, RJ, RN, RO, SC e SP. Nos estados das regiões Sudeste e Sul, há indícios de possível interrupção na tendência de crescimento nas últimas semanas, que devem ser reavaliados nas próximas atualizações para confirmação.

Dados laboratoriais e por faixa etária mostram que o crescimento nos meses de maio e abril foi decorrente de aumento nos casos de Covid-19. Apenas no Rio Grande do Sul se observou aumento significativo também nos casos positivos para Influenza (gripe), ainda que em valores relativamente baixos e inferiores àqueles associados ao Sars-CoV-2 (Covid-19).

Entre as capitais, 16 das 27 apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas): Belo Horizonte (MG), plano piloto e arredores em Brasília (DF), Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Natal (RN) Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).


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