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Cresce a contratação de mulheres nas indústrias do Paraná

As indústrias paranaenses estão contratando mais mulheres. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), das 3.336 novas vagas abertas em setembro deste ano, 1.850 foram preenchidas por elas. Alguns dos setores que mais cresceram na retomada demandam mão de obra feminina capacitada. Um deles é o de fabricação de produtos alimentícios. Com boa parte da população passando mais tempo em casa, o hábito de cozinhar se tornou mais frequente; assim como os pedidos via delivery. Um levantamento feito por aplicativos de entrega indica que o crescimento nas vendas foi de 149% em 2020.

Mais vendas, mais empregos: entre janeiro e setembro de 2021, foram empregadas 4.842 mulheres na indústria alimentícia paranaense, que ocupa o segundo lugar no total de vagas abertas no período. “Em meio a pandemia de 2020, uma série de fatores contribuíram para o aumento da demanda por produtos alimentícios. Isso foi vantajoso para o mercado de trabalho feminino”, observa Brenda Leal, economista do Sistema Fiep.

Retomada da indústria de confecção

Em valores absolutos, o segmento de confecção de artigos do vestuário e acessórios registrou 5.155 contratações de mulheres no Paraná até o terceiro trimestre de 2021. É o primeiro em número de vagas. “Esse setor apresentou um grande desaquecimento no ano do surgimento da pandemia, mas teve sua atividade reaquecida até setembro de 2021, liderando o número de contratações de mulheres. Historicamente, é uma característica do segmento”, complementa Brenda.

A retomada traz um respiro para muitas famílias paranaenses – no ano passado, as indústrias de confecção cortaram 3.237 vagas ocupadas por mulheres, sendo que em todo o Brasil, são 34,4 milhões de mulheres responsáveis financeiramente pelos domicílios, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos últimos anos, aliás, houve um salto no número de residências onde as mulheres respondem pela maior parte do sustento, como revelam dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: o percentual passou de 25% em 1995 para 45% em 2018.

Força de trabalho afetada pela pandemia

O aumento nas contratações é só o primeiro passo para a reinserção de trabalhadoras qualificadas na indústria. Elas foram mais afetadas pelo desemprego: “Quando olhamos os dados da PNAD trimestral para o Brasil, percebemos uma redução de mulheres ocupadas no país. No primeiro trimestre de 2020 a taxa de desocupação das mulheres em toda a economia foi de 14,5%. No mesmo período deste ano, essa taxa foi de 17,9%, a maior da série histórica iniciada em 2012”, detalha o economista do Sistema Fiep, Thiago Quadros. A PNAD é a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio, realizada pela IBGE com o objetivo de analisar características sociais e econômicas das famílias brasileiras.

O segundo trimestre de 2021 foi um pouco melhor para o mercado de trabalho feminino: a taxa de desocupação caiu para 17,1%. “O avanço da imunização e a flexibilização das medidas sanitárias vêm permitindo a retomada das atividades econômicas. Com isso, mais mulheres que estavam fora da força de trabalho estão voltando para o mercado”, analisa Thiago.

Outros setores que estão contratando mulheres

Além da fabricação de alimentos e da indústria da confecção, outros setores da indústria paranaense vêm se destacando na quantidade de contratações. Na fabricação de produtos de madeira, foram 1.528 novos postos femininos de trabalho entre janeiro e setembro deste ano; e na fabricação de móveis, 971 mulheres ocuparam novos postos no mesmo período.

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