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Novo foco de incêndio mobiliza equipes na Serra do Japi em Cabreúva

Novo foco de incêndio mobiliza equipes na Serra do Japi em Cabreúva (SP) — Foto: Divulgação

Novo foco de incêndio mobiliza equipes na Serra do Japi em Cabreúva (SP) — Foto: Divulgação

Um novo foco de incêndio foi identificado na Serra do Japi, em Cabreúva (SP), na terça-feira (14). Segundo a Defesa Civil, a baixa umidade do ar e as altas temperaturas contribuem para o surgimento de novos focos.

De acordo com o órgão, o fogo é pequeno e não deve se espalhar por conta dos aceiros que as equipes montaram no local na última semana.

Pelo menos 11 milhões de metros quadrados já foram devastados pelas queimadas na Serra do Japi. O primeiro incêndio foi registrado no dia 20 de agosto.

Incêndio na Serra do Japi começou em agosto — Foto: Arquivo pessoal

Incêndio na Serra do Japi começou em agosto — Foto: Arquivo pessoal

Na época, as equipes trabalharam durante mais de uma semana até que as chamas fossem controladas, no dia 28 de agosto, com ajuda da chuva que atingiu a região. A queimada ainda atingiu áreas de Cajamar e Pirapora do Bom Jesus (SP).

Já no dia 3 de setembro, um novo foco de incêndio foi registrado na área de mata. Como ele começou em um local de difícil acesso, a equipe contou com o apoio do Helicóptero Águia da Polícia Militar, que captou água de um rio que fica em uma propriedade privada. As chamas foram controladas no dia 13 de setembro.

'Prejuízo incalculável'

Imagens de drone mostram área destruída por incêndio na Serra do Japi — Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução

Imagens de drone mostram área destruída por incêndio na Serra do Japi — Foto: Corpo de Bombeiros/Reprodução

Os animais feridos são mais um reflexo das queimadas. No dia 24 de agosto, quatro filhotes órfãos de cachorro-do-mato e dois filhotes de tapiti, também conhecidos como coelho-do-mato, foram levados à Associação Mata Ciliar.

A ONG montou uma base de apoio para realizar os atendimentos aos animais encontrados próximos dos focos de incêndio.

Para o secretário de Obras e Meio Ambiente da cidade, Maxwell Rodrigues, as consequências dos incêndios serão severas.

"O prejuízo é incalculável. Se pegarmos a questão da parte de vegetação, foi bem triste de ver a situação. É quase uma situação pós-guerra. Porque o fogo passou e acabou com tudo", afirmou.

Helicóptero Águia da PM foi acionado para combater foco de incêndio na Serra do Japi— Foto: Fernanda Elnour/TV TEM

Helicóptero Águia da PM foi acionado para combater foco de incêndio na Serra do Japi — Foto: Fernanda Elnour/TV TEM

A superintendente da Fundação Serra do Japi, Vânia Praza Nunes, ressaltou a importância do bioma e o risco da queimada para a sobrevivência de espécies únicas.

"Algumas dezenas de anos vão se passar até que a gente possa ter uma estabilidade novamente nesta área. O que encontramos na serra é único. Nós precisamos da colaboração de todos para que não aconteçam outros episódios como este. Nós estamos perdendo as condições para que muitas espécies possam existir", explicou.

Uma fazenda teve 20 colmeias atingidas pelo fogo na região de Cabreúva. Segundo apurado pela TV TEM, o dono do local chegou a perder 800 quilos de mel durante o incêndio. As colmeias ficavam dentro de uma área de mata na propriedade.

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