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Justiça mantém condenação de acusado de aplicar golpe ‘boa noite, Cinderela’ em SP

Polícia prende golpista que aplicava 'boa noite, Cinderela' em homens; veja flagrantes

Polícia prende golpista que aplicava 'boa noite, Cinderela' em homens; veja flagrantes

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a condenação do homem que dopava e roubava as vítimas ao aplicar o golpe conhecido como ‘boa noite, Cinderela’, em São Paulo. A pena, fixada em 1º grau pela 4ª Vara Criminal de Sorocaba (SP), foi de nove anos e 13 dias de reclusão em regime inicial fechado e mantida pela 8ª Câmara de Direito Criminal.

Amaro foi preso em maio de 2020, durante uma operação da polícia para prender uma quadrilha que aplicava o golpe. Foi a partir de uma reportagem exibida pelo Fantástico sobre o caso que a vítima reconheceu Amaro Gomes de Lima (assista acima). A defesa dele não foi localizada.

O desembargador José Vitor Teixeira de Freitas, relator da apelação, considerou que, uma vez configurados os delitos, o desfecho condenatório era de rigor.

“Com efeito, o réu registra maus antecedentes e aplicou, sistematicamente, golpes idênticos, circunstância que demonstra uma personalidade desvirtuada, de acentuada periculosidade e revela comportamento pernicioso, incompatível com o convívio em sociedade."

“A conduta criminosa teve sérias consequências e envolveu, além da subtração dos bens declinados, gastos elevados em cartões de crédito, orçados em, aproximadamente, cinquenta mil reais, despesas que a vítima suportou ou está em litígio para não arcar com o pagamento”, concluiu o magistrado.

Vídeos obtidos pela equipe mostram como o criminoso dopava e roubava suas vítimas. De acordo com a Polícia Civil, Amaro sobrevivia desse tipo de crime há pelo menos 13 anos em São Paulo e outros estados. Na residência dele foram encontrados celulares, remédios usados para o golpe e cartões de banco.

Relembre o caso

Na época, em depoimento à polícia, a mulher de Amaro contou que ele não tem profissão e toda despesa do imóvel, de cerca de R$ 10 mil, era bancada com o dinheiro dos golpes.

Segundo a investigação, todas as vítimas de Amaro eram homens com emprego e bom nível econômico, que ele conhecia num aplicativo de relacionamentos na internet.

Para chegar até elas, Amaro colocava uma foto de outra pessoa em seu perfil pessoal, se apresentava como Gil e seduzia os homens prometendo relacionamento estável.

Depois, marcava um encontro em postos de combustíveis e barzinhos. Para ir até esses locais, Amaro contava com a ajuda de um taxista, também investigado por suspeita de participar do golpe.

Vítimas

“Eu ainda me sentia drogado”, disse uma das vítimas, na época. “Quando voltei a mim, o celular não estava, o relógio que estava no pulso não estava mais. Tive um desfalque aí em cartões de crédito e contas bancárias”.

Mesmo sendo roubados, muitos homens não procuraram a polícia. Mas uma vítima, mesmo com medo, procurou. Após dois meses de investigação, policiais chegaram até o criminoso e sua quadrilha.

Nesse período, a vítima indicou os lugares por onde eles passaram e mostrou as conversas mantidas no aplicativo. Com isso, os investigadores identificaram pelo menos seis pessoas integrantes do bando.

Em 2007, Amaro e um comparsa já tinham sido presos em São Paulo por crimes cometidos no Ceará. Lá, eles eram acusados de dopar turistas e depois roubá-los. O irmão de Amaro também está preso - no Rio de Janeiro - pelo mesmo motivo.

Em 2017, o g1 fez matéria sobre o golpe 'boa noite, Cinderela' informando que a maior parte das vítimas é homem e objetivo do crime é roubo.

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