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Caso Lara: polícia conclui inquérito sobre caso de adolescente encontrada morta após sair para comprar refrigerante

Lara foi encontrada morta após ficar três dias desaparecida em Campo Limpo Paulista — Foto: Arquivo Pessoal

Lara foi encontrada morta após ficar três dias desaparecida em Campo Limpo Paulista — Foto: Arquivo Pessoal

A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí (SP) concluiu o inquérito da adolescente Lara Oliveira de Nascimento, de 12 anos, encontrada morta em uma área de mata em Campo Limpo Paulista (SP), no dia 19 de março.

O relatório final da investigação contém cerca de 50 páginas e foi entregue nesta semana ao Ministério Público. Ao todo, foram pouco mais de quatro meses de investigações. O documento será analisado pelo MP, que pode pedir a mudança de prisão temporária para preventiva, além de solicitar novas investigações.

Com base em depoimentos de testemunhas, parentes e do suspeito, além de análises de audios e câmeras de monitoramento, a polícia concluiu que Wellington Galindo de Queiroz é, por enquanto, o único suspeito do crime.

Wellington Galindo de Queiroz já tem passagens pela polícia — Foto: Arquivo pessoal

Wellington Galindo de Queiroz já tem passagens pela polícia — Foto: Arquivo pessoal

O relatório também apontou que a jovem teria negado qualquer contato com o homem, que aplicou vários golpes na cabeça da adolescente para que ela não o denunciasse.

No fim de julho, policiais da DIG de Jundiaí e de São Paulo chegaram a ir até o interior de Pernambuco (PE) após receberem a informação de que seria o local onde o suspeito estaria escondido, mas ele não foi encontrado.

Relembre o caso

A adolescente Lara desapareceu no dia 16 de março, quando saiu de casa para comprar um refrigerante em uma mercearia a cerca de 600 metros de sua casa. O corpo dela foi encontrado com marcas de violência, no dia 19 de março.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Lara morreu por traumatismo craniano causado por ao menos quatro golpes na cabeça. O legista citou a presença de sinais de crueldade e disse que possivelmente foi usado um martelo ou uma picareta. O documento confirmou também que uma substância encontrada no corpo da adolescente era cal.

No dia 29 de março, funcionários do mercado onde a menina esteve antes de desaparecer prestaram depoimento à polícia. As equipes de investigação também percorreram bairros de Francisco Morato, cidade vizinha, para ouvir mais moradores.

Laudos

A Polícia Civil confirmou no dia 19 de maio que os laudos descartaram abuso sexual e uso de entorpecentes na morte da adolescente.

Os laudos, de acordo com a Polícia Civil, deram negativo para os testes toxicológico e sexológico. Outro laudo, divulgado anteriormente, apontou que a adolescente morreu devido a um traumatismo craniano causado por ao menos quatro golpes na cabeça.

Suspeito foragido

Wellington Galindo de Queiroz, de 42 anos, continua foragido e é considerado o principal suspeito do crime.

Segundo o delegado, o suspeito já havia sido ouvido informalmente por telefone e foi intimado a prestar esclarecimentos na delegacia, mas se negou. Após a intimação, a polícia não conseguiu mais contato com o suspeito.

O carro que aparece nas imagens foi localizado em outra cidade e apreendido. Em depoimento, a proprietária do veículo disse que teve um relacionamento com o suspeito, mas que eles não estão mais juntos.

Ele tem passagens na polícia por tráfico de drogas, crime contra o patrimônio, associação criminosa e receptação. Ele é considerado foragido desde o dia 28 de março, quando a Justiça decretou a prisão temporária dele por 30 dias pelo assassinato da adolescente.

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, responsável pela Divisão de Capturas do Dope, ele teria passado por São Paulo (SP) no dia 23 de março, na região do Jabaquara.

Ainda segundo a delegada, o suspeito tem família em São Bernardo do Campo (SP) e poderia estar recebendo ajuda para continuar escondido.

Investigação

A Polícia Civil analisou mais de cinco mil imagens de câmeras de segurança para identificar e localizar o suspeito de matar a adolescente.

  • O que se sabe e o que falta esclarecer sobre o desaparecimento e a morte da adolescente

Vídeo mostra carro parado em local onde menina achada morta foi vista pela última vez

Vídeo mostra carro parado em local onde menina achada morta foi vista pela última vez

Em imagens analisadas pela polícia, Wellington aparece dirigindo um carro prata (veja o vídeo acima). Elas mostram o momento em que o veículo para perto do local onde a menina desapareceu, no mesmo dia e próximo ao horário.

Em determinado momento, o motorista sai do veículo e olha ao redor, depois entra novamente no carro e segue o caminho.

No dia 8 de abril, o delegado responsável pelo caso, Rafael Diório, informou que a perícia encontrou um material suspeito no carro prata que aparece nas imagens.

Um mandado de busca e apreensão foi cumprido no endereço onde o suspeito morava, no dia 31 de março. A residência, localizada em Francisco Morato (SP), fica a cerca de 800 metros do local onde o corpo da menina foi encontrado.

A casa aparentava ter sido abandonada recentemente e alguns objetos foram apreendidos para perícia, segundo a polícia. Outros cinco mandados de averiguação foram cumpridos em possíveis endereços ligados a ele.

Carta do tio

O tio da vítima, que chegou a ser apontado como suspeito, negou envolvimento no crime por meio de uma carta. O g1 teve acesso ao documento, no qual o parente, que está preso em Bauru (SP), diz que estava com a esposa e uma amiga no dia e horário em que a adolescente desapareceu (leia abaixo).

Tio de adolescente morta nega em carta envolvimento no crime — Foto: Arquivo pessoal

Tio de adolescente morta nega em carta envolvimento no crime — Foto: Arquivo pessoal

"Estou preso por tráfico de drogas e tenho passagem por roubo, mas assassino de criança, não", escreveu.

'"No dia da minha saidinha, eu saí de Bauru às 8h e cheguei em casa era 13h. Depois fui até o centro de Campo Limpo com a minha esposa e minha cunhada Renata para comer esfiha e, por chamada de vídeo com a Luana, eu vi a Lara e as irmãs dela. Foi a última vez que vi a Lara', afirmou em um trecho da carta.

O tio da adolescente foi ouvido no dia 6 de abril, em depoimento feito de forma online. O laudo completo da perícia ainda não foi divulgado pelo Instituto de Criminalística de São Paulo (SP). O carro tinha sinais de limpeza recente por dentro e por fora, segundo a polícia.

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