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Após sepultamento de mãe e filho integrantes do Congado em Uberlândia e entidades prestam homenagens

Ilza e Breno eram integrantes de ternos de Congado em Uberlândia — Foto: Iara Malaquias/Arquivo pessoal

Ilza e Breno eram integrantes de ternos de Congado em Uberlândia — Foto: Iara Malaquias/Arquivo pessoal

Os corpos de Ilza Maria Assunção e do filho, Breno dos Reis Gomes de Assunção, foram sepultados às 13h desta quinta-feira (14), no Cemitério Bom Pastor, em Uberlândia. Os dois foram encontrados sem vida na tarde de quarta (13), em casa no Bairro Tocantins.

Ilza e Breno pertenciam à Irmandade Nossa Senhora do Rosário e São Benedito (INSRSN), que realiza a Festa do Congado na cidade. A morte de mãe e filho comoveu toda a comunidade, que prestou homenagens às vítimas.

Homenagens

Em nota publicada em uma rede social, a INSRSN lamentou profundamente os falecimentos de Ilza e Breno. A entidade lembrou que ambos faziam parte do Terno Marujo Azul de Maio.

"Que Deus possa confortar a família neste momento", escreveu a Irmandade.

Irmandade integrante do Congado de Uberlândia prestou homenagem a Ilza e Breno — Foto: Redes sociais

Irmandade integrante do Congado de Uberlândia prestou homenagem a Ilza e Breno — Foto: Redes sociais

O Grupo de Oração Sagrado Coração de Jesus também prestou uma homenagem aos dois em uma postagem nas redes sociais. A família frequentava as reuniões do grupo.

Grupo de Oração também prestou homenagens a Ilza e Breno — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Grupo de Oração também prestou homenagens a Ilza e Breno — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Cantor Régis Danese conheceu Breno

O falecimento também fez com que pessoas próximas à família recordassem de uma homenagem feita a Breno ainda em 2018. O jovem, que tinha o sonho de conhecer o músico Régis Danese, foi surpreendido com a presença do cantor na Escola Estadual Bueno Brandão, onde estudava.

Fã do cantor Régis Danese, Breno Assunção recebeu visita do músico em 2018. Imagem: i9 Fábrica de Imagens

Fã do cantor Régis Danese, Breno Assunção recebeu visita do músico em 2018. Imagem: i9 Fábrica de Imagens

A homenagem foi organizada por Rivailda Rodrigues dos Santos, professora de apoio de Breno na época. Segundo ela, o jovem, que cursava o 2º ano do ensino médio e era tetraplégico, se alegrava e interagia mais quando escutava as músicas do cantor.

"A mãe dele sempre me contou que ele gostava das músicas do Régis Danese, e eu colocava para ele escutar. Quando ele ouvia os hinos, dava para ver que ele tentava cantar junto, com os olhos e com o coração", contou Rivailda ao g1.

Com isso, surgiu a ideia de chamar o cantor para visitar Breno na escola. Por meio de uma amiga em comum, a professora convidou Régis para fazer uma surpresa para o estudante. Segundo ela, o cantor prontamente aceitou a proposta.

"Foi uma emoção muito grande para o Breno, para a mãe dele e para nós, funcionários. Esse dia ficou gravado na minha memória", relata a professora.

Três anos depois, Rivailda lamenta a morte de Breno, que, segundo ela, era um "jovem cativante".

"Breno era um menino de sorriso fácil, apesar das dificuldades", diz a professora. "Era de uma humildade, e transmitia gratidão pelo olhar. Desejo que ele descanse nos braços do Pai, porque tenho certeza que ele é um anjo”.

O g1 tentou contato com Régis Danese, e aguarda retorno até a última atualização desta reportagem.

Encontro dos corpos

Dois corpos foram encontrados na tarde desta quarta-feira, dia 13/10/2021, em Uberlândia — Foto: Arcênio Correa/G1

Dois corpos foram encontrados na tarde desta quarta-feira, dia 13/10/2021, em Uberlândia — Foto: Arcênio Correa/G1

Os corpos de Ilza e Breno foram encontrados na tarde de quarta-feira (13), em uma residência na Rua Eufrazina Joaquina Gadia, no Bairro Tocantins, em Uberlândia. Segundo o sargento da Polícia Militar, Carlos Rodrigo Cintra, o irmão de Ilza relatou aos militares que não se encontrava com a vítima desde o último domingo (9). Ao entrar na casa dela para procurá-la, ele viu a irmã e o filho dela já sem vida.

A suspeita é de que a mãe, de 56 anos, tenha passado mal e falecido. Os militares foram informados de que ela tinha histórico de problemas cardíacos. Já o filho, de 19 anos, que era tetraplégico e dependia dela para se alimentar, acabou morrendo também.

Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, os corpos já estavam em estado avançado de decomposição. A perícia técnica da Polícia Civil também foi acionada e fez os trabalhos de praxe no caso. A princípio, não foram encontrados sinais de violência.

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