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Prefeito de Delta recebe pedido para gravar vídeo oferecendo vagas de emprego e cai em golpe

Celular conectado a aplicativo de banco, com função PIX — Foto: REYNESSON DAMASCENO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Celular conectado a aplicativo de banco, com função PIX — Foto: REYNESSON DAMASCENO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O prefeito de Delta, Marcos Estevam, conhecido como Markim (PMN), registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) relatando que foi vítima de golpe envolvendo divulgação de vagas de emprego em uma empresa com sede em São Paulo (SP). Após o ocorrido, Markim divulgou um vídeo fazendo um alerta à população. A empresa também comentou o assunto (veja mais abaixo).

Conforme a ocorrência, um homem supostamente chamado Ricardo se apresentou na Prefeitura e se identificou como gerente da empresa Silva e Silva Engenharia, solicitando que o prefeito gravasse um vídeo para as redes sociais divulgando oportunidade de emprego relacionada a serviços de engenharia – o que foi feito por Markim.

Após isso, o chefe do Executivo ficou sabendo que algumas pessoas que enviaram currículo foram contatadas pelo suposto gerente que cobrou pagamento de R$ 350 via PIX para que os candidatos fizessem um curso antes de conseguirem a vaga de emprego.

Segundo o prefeito, pelo menos 4 moradores foram vítimas do golpe. Markim, então, fez uma pesquisa e constatou que situação parecida ocorreu em Três Lagoas (MS) e logo apagou o vídeo de divulgação.

"Tomem cuidado. É um golpe sendo aplicado no país inteiro e a gente, na boa vontade de pode empregar nosso pessoal, acaba sofrendo também. Estou muito triste com isso tudo", afirmou.

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O g1contatou a PCMG para saber se o caso já é investigado, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem.

Prefeito de Delta, MG, alerta para golpe sobre vagas de emprego

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O que diz a empresa

O g1 entrou em contato por telefone com a Silva e Silva Engenharia. A representante do departamento jurídico, Letícia Gabriella, informou que a empresa está ciente do golpe desde 28 de setembro, quando começou a receber diversas ligações de Minas Gerais e São Paulo sobre o suposto curso, e também registrou um boletim de ocorrência na polícia paulista.

Segundo ela, há dois perfis de pessoas que têm ligado para a empresa: as que ficam em dúvida e ligam antes para confirmar sobre as supostas vagas oferecidas e as que fizeram a transferência por PIX, mas depois percebem que caíram em um golpe.

Letícia afirmou, ainda, que os golpistas usam números de telefones diferentes e, além do homem que se apresenta como Ricardo, há uma mulher que se apresenta como Tamires, dizendo ser do departamento de Recursos Humanos (RH) da empresa.

"A orientação é que as pessoas que forem contatadas pelos golpistas também façam boletim de ocorrência para ser investigado pela polícia", ressaltou.

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