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À flor da pele: casais de Uberlândia contam como fizeram das tatuagens uma forma de eternizar o amor

Existem diversas formas de demonstrar amor: seja com uma carta, um abraço, uma caixa de chocolates. Porém, poucas maneiras de se declarar são tão duradouras - e exigem tanto comprometimento - quanto fazer uma tatuagem junto com o companheiro ou companheira.

Neste Dia dos Namorados (12), o g1 procurou casais de Uberlândia que encontraram nas tatuagens um meio de eternizar o sentimento intenso um pelo outro. De romances recentes aos que têm uma longa história de vida juntos, esses apaixonados apresentam uma coisa em comum: o amor à flor da pele.

Medo

Tatuagem de Marco Aurélio com o nome da esposa — Foto: Fernanda Resende/Arquivo pessoal

Tatuagem de Marco Aurélio com o nome da esposa — Foto: Fernanda Resende/Arquivo pessoal

Para muitas pessoas, o medo de tatuar um sentimento está justamente no fato de eternizá-lo no corpo. Não é o caso da Lilian, de 55 anos, e do Marco Aurélio Matos, 54, que decidiram registrar os nomes - o dela no corpo dele, o dele na pele dela - depois de mais de 30 anos como casal.

Além da relação de marido e mulher, os dois ainda trabalham juntos em uma madeireira em Uberlândia. A primeira a fazer a tatuagem foi Lilian, há cerca de 4 anos.

"Não tive medo de fazer a tatuagem, porque já estávamos juntos há 30 anos. Foi uma forma de homenagem mesmo", explica.

Lílian tatuou o nome do marido no pulso — Foto: Fernanda Resende/Arquivo pessoal

Lílian tatuou o nome do marido no pulso — Foto: Fernanda Resende/Arquivo pessoal

A história desses desenhos se torna ainda mais especial quando se sabe quem foi a pessoa responsável por tatuá-los: a filha do casal, Fernanda, de 18 anos, profissional que deu forma à ideia da mãe no braço do pai.

"Meu pai fez um 'draminha no começo', não tinha freio para reclamar porque eu era filha dele (risos). Mas ele gostou também. E minha mãe, ainda mais", contou Fernanda.

Para a tatuadora, o comprometimento dos pais em fazer a declaração é inspiradora.

"Uma tatuagem é para sempre. E eternizar assim na pele o nome de alguém é um ato de amor", disse a estudante.

Coragem

Willian Hauck e Marcos Silva, que estão juntos há oito meses, também encontraram na tatuagem uma maneira de eternizar, desde o início, uma história de amor.

“Hoje em dia, uma aliança qualquer companheiro compra e entrega para usar. Já uma tatuagem, tem que ter muita certeza dos objetivos para fazer”, disse Willian.

Eles se conheceram pelas redes sociais e, desde o primeiro contato, nunca mais deixaram de se falar. Segundo Willian, a afinidade "fluía como roteiro de filme".

Morando juntos há cinco meses, a relação esteve acima dos medos. A tatuagem, com a palavra “vida”, termo carinhoso utilizado por eles no tratamento pessoal, além das iniciais dos nomes, um coração e um símbolo do infinito, fala por si só.

O casal fez um rascunho à mão e levou as ideias ao tatuador, que transformou os elementos em uma arte — Foto: Felipe Oliveira/Arquivo pessoal

O casal fez um rascunho à mão e levou as ideias ao tatuador, que transformou os elementos em uma arte — Foto: Felipe Oliveira/Arquivo pessoal

“O que ficou marcado simboliza, principalmente, o que vivemos! Isso foi incrível desde o início. Então, mesmo que amanhã ou depois acabe, não vai desfazer os momentos maravilhosos que vivemos”, declarou Willian.

Ele ainda contou que o relacionamento surgiu em um momento conturbado da vida. Com o auxílio de Marcos em diversas situações, a gratidão, junto com a tatuagem, será eterna, destaca.

Willian e Marcos se chamam de "vida", diferente de muitos casais que utilizam o termo "amor", pois pensam que a palavra simboliza algo mais forte — Foto: Willian Hauck

Willian e Marcos se chamam de "vida", diferente de muitos casais que utilizam o termo "amor", pois pensam que a palavra simboliza algo mais forte — Foto: Willian Hauck

O outro lado do desenho

O tatuador de Willian e Marcos, Felipe de Oliveira, de 27 anos, contou que há uma procura considerável de casais que buscam fazer tatuagens juntos. No entanto, conforme ele, os desenhos seguem ciclos, e, atualmente, a utilização de nomes já não é tão frequente. Ele diz que a busca por símbolos tem sido maior no estúdio:

“O que o pessoal procura fazer hoje é mais um desenho que complementa o outro, ou, às vezes, uma frase, cujo começo em um complementa o final da frase do outro. E a procura por um símbolo que remeta à história delas ou a outra pessoa”, explica o tatuador.

Felipe, que atua profissionalmente há 2 anos, defende que trabalhar com tatuagens, que vão acompanhar as pessoas pelo resto da vida, é algo de grande responsabilidade. No caso de desenhos para casais, o peso é ainda maior, já que há a expectativa em confiar em uma pessoa para materializar um afeto.

“A pressão é realmente maior, porque existe a expectativa de um trabalho perfeito, que simbolize e que represente todo o sentimento”, afirmou.

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